por Lucas Costa
[@lucaksgenerico]
Em “Eu te amo, Franco Hoo”, um grupo de jovens artistas possui, como palco
de seus embates amorosos, noitadas e competições de ego, o cenário da
Praça Roosevelt.
Apresentada como leitura dramática neste 26º Festival Satyrianas, “Eu te amo,
Franco Hoo” apresenta um grupo de estudantes de teatro que se movimenta
em torno de suas ambições profissionais e disputas de relacionamento tendo
uma estrutura dramática e perfil de personagens que se aproxima da
telenovela.
Mesmo sendo uma leitura, o trabalho evidencia que a maioria dos atores estão
muito bem adequados a seus tipos, já tendo encontrado a temperatura para
corpo e voz. Tanto, que as personagens são o retrato de aspirantes a artistas
mimados e que levam uma vida de preocupações superficiais, sem aprofundar
os conflitos entre si e nem quais são as suas ambições estéticas, colocando a
arte, a todo tempo evocada vagamente, como simples objeto de status e poder.
Denunciando um circuito que se move por aparências e hierarquias e
esbarrando em suas motivações mesquinhas – sem determinar uma real
preocupação com o trabalho artístico –, “Eu te amo, Franco Hoo” é, sem
dúvidas, um divertido e trágico retrato do ethos que rege a Sociedade do
Espetáculo e a primazia do indivíduo.
