O Satyrinários nasce como um gesto de escuta e reverência aos povos originários. Um espaço de visibilidade e protagonismo para artistas e comunidades que carregam, na arte e na palavra, a força dos antepassados.
Essa mostra propõe um encontro entre saberes ancestrais e expressões contemporâneas, revelando o teatro, o canto, o corpo e o audiovisual como caminhos de resistência e continuidade.
O Satyrinários é também um chamado para descolonizar o olhar, para repensar o que entendemos como cultura e para reconhecer que o futuro só é possível se for construído com a sabedoria de quem sempre esteve aqui.
QUINTA-FEIRA, 20 DE NOVEMBRO
20h20 — Benzô — Benzô revela a história de Sérgio, um Pajé Guarani, e Dona Florinda, uma caiçara, que utilizam sonhos, plantas e rezas como formas ancestrais de cura. Com ilustrações em xilogravura, o filme entrelaça documentário e animações para explorar tradições culturais e a benzedura como prática de cura enraizada em nossa história. Direção: Letícia Andra Elenco: Florinda dos Santos Moraes Sérgio Karai Macena. (15 min.) Onde: Cine Satyros Bijou — Sala Patricia Pillar. Cinema. 10 anos.
20h20 — Da aldeia à universidade — Da aldeia à universidade é um documentário que fala das experiências e conflitos culturais dos indígenas Srowasde Xerente e Krtadi Xerente ao saírem da aldeia em busca de formação universitária. Direção: Leandro de Alcântara — (16 min.) Onde: Cine Satyros Bijou — Sala Patricia Pillar. Documentário indígena livre.
20h20 — O Despertar Aiyra — “O Despertar de Aiyra” é um tributo emocionante à cultura e à resiliência dos povos indígenas da Amazônia. É uma lembrança poderosa de que a harmonia com a natureza é vital para a sobrevivência de todos nós. Direção: Duda Rodrigues, Juliana Rogge. (18 min.) Onde: CINE SATYROS BIJOU — Sala Patricia Pillar. Cinema. Satyrinários. 10 anos.
20h20 — Vozes do Território – Terra Indígena Piaçaguera — “Vozes do Território —Terra Indígena Piaçaguera” é um convite a mergulhar nas histórias e resistências dos povos indígenas do litoral sul de São Paulo. Sob o olhar e a vivência de quem guarda e luta por essas terras, neste documentário revela o árduo percurso de demarcação e ocupação, as feridas deixadas por invasões e os desafios atuais do polêmico Marco Temporal. Guiado pelas vozes de quem vive e protege essa terra, o filme é um testemunho vivo de coragem, ancestralidade e o incansável desejo de manter viva a conexão com suas origens. Direção: Diana Freixo. Elenco: Guaciane da Silva, Itamirim , Luan Apyka, Guaíra, Amâncio, Muru, Vagner Tataendy, Lenira Djatsy, Dora Nhandetsy, Adriele Ara Poty, Awa Tenondegua dos Santos. (16 min.) Onde: Cine Satyros Bijou —Sala Patricia Pillar. Biografia 10 anos. Cinema. 10 anos.
SEXTA-FEIRA, 21 DE NOVEMBRO
01h00 — Arquitetura das Pequenas Coisas — Estudo cênico performático de Thiago Nascimento, onde o intérprete reflete sobre como a arquitetura dos espaços que habitamos influenciam na construção de nossas subjetividades. Partindo da barriga da mãe até os palcos de teatro, o espetáculo, por meio da auto ficção, busca problematizar as homofobias sofridas pelo intérprete em diferentes espaços e contextos”. Produção, Encenação, Atuação e Dramaturgia: Thiago Nascimento. Direção: Edson Thiago Rossi. (80 min.) Onde: Espaço dos Satyros. Teatro Adulto. Satyrinários. 14 anos.
18h00 — Lagartos e Pelados: Entre a cruz e a batata — Kaluanã, o guerreiro indígeno-cyberpunk e etnofuturista-periférico, retorna pouco tempo após os primeiros momentos da colonização. Ele viaja até o terrório originário de Ururay onde os lagartos habitantes resistem como podem aos avanços de uma invasão que começa por querer separá-los de sua natureza. A cena “Lagartos e Pelados: Entre a cruz e a batata” faz parte do texto “ANITAL Acirèma – Estratégias para rebobinar o coração” também de autoria de Lucas Laureno. Direção, dramaturgia e concepção geral: Lucas Laureno. Elenco: Eliana Cardozo, Felipe Andrade, Jaque Alves, Juliane Maria, Laís Cafari, Silvana Farias e Vini Ranieri. Sonoplastia: Lucas Paiva. Cenografia, Figurinos e Adereços: Calu Batista e João Carlos. (60 min.) Onde: SP Escola de Teatro – Sala Antônio Pompêo. Teatro Adulto. Satyrinários. 10 anos.
SÁBADO, 22 DE NOVEMBRO
16h – MATA-MATÁ — Mata-Matá é um monólogo performativo e atoficcional resultante da imaginação radical da autora-performer, travesti, indígena que investiga sua retomada étnica na cidade e explora a desobediência de gênero e a redistribuição anticolonial da violência como estratégias de sobrevivência e esperança. Idealização, dramaturgia e performance: Azre Maria Tarântula. Direção: Giuliana Benini. Cenografia, Figurino e Visagismo: Azre Maria Tarântula. Iluminação: Joyce Luz (15 min). Onde: SP Escola de Teatro — Sala Hilda Hilst. Teatro Adulto. PerforMIX. SatyriTrans. SatyriNários. 18 anos.
