SATYRIBLACK


O Satyriblack é o espaço dentro das Satyrianas dedicado ao protagonismo e às narrativas pretas em suas múltiplas formas de expressão. Aqui, a arte é resistência, ancestralidade e reexistência. É corpo, voz e memória se afirmando no centro da cena.
Mais do que uma mostra, o Satyriblack é um território de celebração da potência negra, um movimento que reconhece a história e impulsiona o futuro, através do teatro, música, cinema, dança e da palavra falada.
O Satyriblack é um ato de liberdade, um manifesto artístico que dá voz àqueles que o tempo tentou silenciar.

13h10 Lockdown — Goiás-GO, em algum momento do início da pandemia de COVID—19, um jovem experimenta no seu cotidiano a invenção de uma cinematografia solitária e busca na ancestralidade a conexão com sua autoestima e com sua sexualidade. Direção: Jadson Borges. (19 min.) Onde: Cine Satyros Bijou — Sala Patricia Pillar. Cinema. Satyriblack. 16 anos

13h10 O Brilho da Herança — Brilho da Herança” é um curta—metragem documental dirigido por Deco Machado, quilombola e artista,visual nascido na Comunidade Quilombola da Caçandoca, em Ubatuba, São Paulo. Com um olhar sensível e imersivo, o filme revela como a identidade e as tradições desse território moldaram sua visão de mundo e seu processo criativo. Direção – Deco Machado e Ramon Soares. (15 min). Onde: Cine Satyros Bijou — Sala Patricia Pillar. Cinema. Satyriblack. Livre

13h10 — Mancha — Em uma prisão, detentos veem arte numa mancha de sangue seco no muro. O grupo debate, com ironia, liberdade, moralidade e destino. A conversa se torna um espelho de suas vidas, revelando que ali a liberdade é uma ilusão. Direção e roteiro: Bruno Maciel. Elenco: Matheus Ribeiro, Marcos Lopes, Victor Brunetti e Gabriel Coelho. (30 min.) Onde: Cine Satyros Bijou — Sala Patricia Pillar. Cinema. Satyriblack. Livre.

13h10  — Me beija na rua — Um recorte do cotidiano de Elis e Jorge que vivem na cidade de São Paulo e têm um relacionamento. Ambos fazem reflexões de como cada um se sente na cidade. Direção e roteiro: Líris Tavares. Jhenifer Delphino, Renan Coelho. (21 min.) Onde: Cine Satyros Bijou — Sala Patricia Pillar. Cinema. Satyriblack. 16 anos

13h10 — Nunca me Viram Gritar — Após a morte trágica de um amigo no trabalho, Cândido, um homem surdo, enfrenta sessões de terapia obrigatórias para manter seu emprego, mas se sente aprisionado em uma vida que despreza. Ao conhecer Gil, o tradutor de LIBRAS que também é surdo, mas oralizado, Cândido decide enfrentar as barreiras de sua identidade e iniciar o mesmo processo, em busca de uma mudança radical que poderia trazer tanto libertação quanto um profundo conflito interno. Direção: Danilo Teixeira e Luccas Araújo. Elenco: Vinni, Guilherme Nichols e Luana Crempe. (16 min.) Onde: Cine Satyros Bijou —Sala Patricia Pillar. Cinema. Satyriblack. Satyribilidade. Livre.

14h — É SOBRE MIM, MAS PODE SER VOCÊ TAMBÉM — Stand-up performativo onde Davi, jovem preto e gay, narra sua trajetória com humor ácido, afeto e resistência. Entre memórias da infância, amores, desafios no mercado de trabalho e autoafirmação, o espetáculo mistura comédia, poesia, música e performance. É um grito cênico de identidade e pertencimento. Direção: Joyce Lombardi. Atuação: Davi Silva. Produção: Pedro Ramos. (25 min). Onde: Espaço dos Satyros. Stand-up. Satyriblack. 16 anos.

15h — Alma Brasileira – Workshop de Ritmos Afro-brasileiros e Criação Musical — Um encontro rítmico com a Alma Brasileira, unindo ritmos afro-brasileiros à música instrumental contemporânea, através de dinâmicas corporais, escuta ativa e criação sonora coletiva, provocando reflexões sobre identidade e pertencimento. O handpan é utilizado para ampliar a experiência musical e sensível. Educador e Músico: Paulo de Oliveira. (120 minutos). Onde: Estúdio Satyros. Workshop. Satyriblack. 14 anos.

15h30  —  Quem é Essa Mulher? — Separadas por um século, duas mulheres negras se encontram neste road movie pelas estradas da Bahia. Oriunda da periferia de Salvador, Mayara rememora os caminhos, surpreendentes a cada nova descoberta, que a levaram a desvendar Maria Odília Teixeira, neta de uma ex—escravizada que se tornou a primeira médica negra do Brasil. Direção: Mariana Jaspe. Elenco: Mayara Priscilla de Jesus dos Santos, Marlene Santos, Iacy Maia, José Léo. Lavigne, Karine Damasceno, Maria Lopes, Luan Alves, Eliana Pereira de Jesus, Maria Pereira de Jesus, Francisca de Araújo, Raimunda Pereira dos Santos. (70 min.) Onde: Cine Satyros Bijou —Sala Patricia Pillar. Cinema. Satyriblack. Livre.

16h00 — O Morro das Oliveiras — Em uma comunidade dominada pelo tráfico, Christopher, um jovem negro, enfrenta líderes violentos enquanto luta pela emancipação social de seu povo. Os moradores do Morro das Oliveiras, movidos por decisões racionais e instintivas, seguem um caminho ditado por aqueles que priorizam poder e dinheiro. Inspirado na Paixão de Cristo, o espetáculo aborda temas como racismo, violência estrutural e desigualdade, traçando um paralelo entre as adversidades de comunidades carentes e as últimas horas da vida de Jesus Cristo. Direção e roteiro: Roni Miguel Jr. Elenco: Bianca Benevides, Danilo Franco, Diana Moreno, Diego Rizo, Diogo Limongi, Giu Trindade, Rafael Mattos, Roni Miguel Jr, Shirlei Souza, Vinicius Ramos. (60 min). Onde: SP Escola de Teatro — Sala Antônio Pompêo. Teatro Adulto. 16 anos.

17h — Levantes — Entre o ar e o fogo, onde a memória é guardada? Quem tem o direito de ser esquecido? A partida de futebol mais emocionante ou o simples ato de tomar café pela manhã? A vida continua, entre gritos e silêncios. Qual seria a diferença entre a primeira revolta — a “Revolta dos Malês” — e a sua revolta pessoal? No fim… nada está resolvido. Mas, afinal, o que seria a resolução? Direção: Lana Sultani. Produção: Amanda Silva, Júlia Santos. Elenco: Kaicky Rodri, Brayan, Toddynho, Luana Lavareda, Mirian Dionizio, Beni, Yuki Sugimoto, Willon Pereira, Juliana Mendonça, Willon Pereira, Amanda Silva, Júlia Santos, Maffort, Nicolle Braga, Raphaella Alves, Gabriela Fernanda, Gabriel Eleutério, Gabriel Eleutério, Erica Carneiro, Antônio Ferli, Anthony Cleal, Yuki Sugimoto, Lui modenez.  (60 min.) Onde: Praça Roosevelt — Área 1. Teatro Juvenil. SatyriBlack. 16 anos.

18h30 — Amarilis Vitale e René Ferrer em TERRA ELÉTRICA — “Terra Elétrica” é um espetáculo musical que propõe uma fusão inovadora entre a música eletrônica contemporânea e os ritmos afro-latinos ancestrais, unindo repertórios autorais dos artistas Amarilis Vitale (Brasil) e René Ferrer (Cuba). O objetivo principal do projeto é promover um diálogo sonoro e cênico entre tradição e inovação, criando uma experiência sensorial e dançante que valoriza a diversidade cultural, a ancestralidade e a experimentação artística. Artistas: Amarilis Vitale, René Ferrer. (60 min.) Onde: Bar Parlapatões. Música. Satyrigrantes. Satyriblack. Livre.

19h00 — Ecos do Teatro Experimental do Negro + PALESTRA — O documentário conta a história do Teatro Experimental do Negro, que completa 80 anos. Fundado em 1944, foi um movimento artístico e social, fundado pelo ativista Abdias Nascimento, que buscou valorizar e dar protagonismo à cultura e ao povo negro no teatro e na sociedade, combatendo a representação estereotipada do negro nos palcos. Atuou também na educação, alfabetização, conscientização e na luta antiracista, influenciando gerações e sendo um marco para a cultura brasileira. O grupo lançou atores e atrizes como Ruth de Souza e Léa Garcia, que se tornaram ícones do teatro brasileiro. Direção: Daniel Solá Santiago. (180 min.) Onde: Cine Satyros Bijou — Sala Patricia Pillar.  Cinema. Satyriblack. Livre.

22h10 Baile Soul — Documentário sobre a cena BLACK RIO dos anos 60 nos subúrbios cariocas. Direção, roteiro e produção: CAVI Borges. ( 70 min.) Onde: Cine Satyros Bijou — Sala Patricia Pillar. Cinema. Satyriblack. Livre.

23h30 — Correndo Contra o Tempo — “Tiaguinho”, um garoto de 13 anos apaixonado por futebol, vive em um cenário urbano cheio de tensão e esperança. Sua infância simples é interrompida pela violência, com tiros que ameaçam suas vidas e sonhos. Ele precisa se esconder em um vagão de trem para escapar do perigo. Seus amigos, jovens negros, enfrentam a fúria das balas na luta por sobrevivência. A peça aborda temas de coragem e a busca por um lugar seguro em um mundo que parece conspirar contra os sonhos das crianças negras. Direção: Bruno Leonardo. Bruno Elenco: Igor Ogri. (40 Min). Onde: SP Escola de Teatro — Sala Antônio Pompêo. Satyriblack. 12 anos.


13h — Se as comidas dos folhetos fossem comestíveis — Dois jovens, irmãos negros e gêmeos não idênticos, encontram-se trancados em uma cozinha industrial desativada. Entre talheres, panelas e restos de folhetos de promoção de supermercados, expõem suas feridas, desejos e a violência cínica e silenciosa das “pessoas de bem”. Enquanto a fome aperta, questionam: corpos como os deles têm direito a existir além da sobrevivência? Direção: Carlos Sobrinho. Dramaturgia: Sid Lima. Elenco: Jade Giovanna e Sid Lima. (80 min). Onde: SP Escola de Teatro — Sala Vange Leonel. Teatro Adulto. SatyriBlack. 12 anos.

14h — Pinga Fogo — Protagonizado por Jade, uma mulher guiada por forças espirituais, “Pinga Fogo” aborda temas como ancestralidade, reencarnação, fé e resistência. A protagonista, vítima de violência doméstica, é protegida por seu Exu-Mirim, que incorpora fora do terreiro — um ato sagrado e reservado a momentos extremos. A narrativa entrelaça flashbacks de vidas passadas com o presente, costurando uma história potente de cura e libertação. Direção e roteiro: Vitória Mantovani. Elenco: Bia Lorca, Daniel Bisogni, Davi Lima,  Josi Reis,  Roger Ribeiro, Thais Tresolvi e Wesley Schmitt. (40 min.)  Onde: Cine Satyros Bijou — Sala Patricia Pillar. Cinema. Satyriblack. Livre

14h — Revista Palco Aberto – Edição Especial 2025: Mostra Poética & Núcleo de Experimento Cênico 2- 2025 — Lançamento da Revista Palco Aberto – Edição Especial 2025, que celebra a Mostra Poética do Núcleo 2 da MT Escola de Teatro. A atividade inclui roda de conversa, exibição audiovisual, sarau e partilha de processos criativos sobre Tropicalismo e teatro colaborativo, decolonial. Uma edição que registra afetos, ancestralidade e potência artística que se conectaram no fazer acadêmico. Direção: Joyce Lilian Lombardi. Dramaturgia: Sol. Atuação: Bruna Mattoso, Davi Silva, Guto Tavares, Ianca Santos, Karina Stein e Mabi Pinho. Cenário e figurino: Iris Rubira, Rob Pinheiro e Wenni Justo. Iluminação: Giulia. Produção: Danilo Godoy e Pedro Ramos. Sonoplastia: Janiverso e Mariana Borealis. Direção editorial: Joyce Lombardi. Coordenação geral: Angelus Produções Artísticas LTDA. Design gráfico: Revista Palco Aberto. Coordenação de produção: Instituto Estadual Sementes do Bem. Participações: Núcleo 2 – MT Escola de Teatro e artistas convidados(as). (60 minutos).  Onde: Studio Satyros. Workshop. Satyriblack. Livre.

16h —  Laboratório Raizes do Movimento —  Laboratório Raízes do Movimento tem como proposta abordar as possibilidades corpóreas, através das danças negras brasileiras e africanas. O encontro valoriza as experiências individuais e coletivas de cada pessoa além de fornecer elementos que potencialize a coordenação motora, agilidade a percepção e capacidade criativa. Orientação: Fernanda Dias. (150 min.) Onde: Studio Satyros. Worshop. Satyriblack. 14 anos.


13h — Bastidores — Dois atores se preparam para entrar em cena em um pequeno teatro, enquanto, ao lado, o som constante de uma construção invade o espaço. No camarim improvisado, entre figurinos e maquiagem, nasce um diálogo ácido, divertido e, por vezes, melancólico sobre os bastidores da vida artística. Entre risadas, desabafos e críticas, a vida real se mistura com o fazer teatral. Direção: Giovanna Lopes. Atuação: Gênessy Almeida e Odinamar Borges. Sonoplastia: Gabsbaixo. (20 min.) Onde: SP Escola de Teatro — Sala Antônio Pompêo. Satyriblack. Livre.

13h — O Bicho de S.Serere  Peça teatral do Grupo Ofertantes, que conta a história de Frajola, um personagem que busca autoconhecimento, e do Saltimbanco, um vendedor ambulante que sonha em ser ator. O Bicho de São Serere é uma livre adequação para os palcos da obra literária ‘Prisioneiro de uma Canção’ de Plinio Marcos . Direção: Claudio Koca. Elenco: Claudio Koca. (90 min.) Onde: SP Escola de Teatro — Sala Vange Leonel. Teatro adulto. Classificação 16 anos.

14h — Vai ficar tudo bem — Vai ficar tudo bem, narra um encontro de uma jovem chamada Esperança com uma senhora em um banco de praça. As duas começam a conversar sobre os desafios e as escolhas que a vida propõe. É um filme sobre afeto e motivação. Direção e roteiro: Wescley Di Luna. Elenco: Kenya Costta, Soraia Arnoni e Pâmela Morais.  (14 min.)  Onde: Cine Satyros Bijou — Sala Patricia Pillar. Cinema. Satyriblack. Livre.

14h30 — Ei, Maninha! — As histórias contadas pelos Griots ainda trazem reflexão diante de temas atuais. O que dizem essas histórias sobre nossas origens e porque foram apagadas pelo embranquecimento? Nós mesmos nos esquecemos de quem somos por um bom tempo e sumimos sob os pés que nos oprimiam. Mas não há mais tempo para nos negar. Texto, música, direção e produção: Shirlei Souza. Elenco: Shirlei Souza. (40 min.) Onde: Espaço dos Satyros. Teatro Adulto. SatyriBlack. 12 anos.

18h — Meus ritmos – Juninho Stevan e banda — Juninho Stevan é cantor, compositor, produtor musical e cultural. Ao longo de quase três décadas, transitou pelas múltiplas linguagens da música popular e ritmos afro-brasileiros. Em 2022, deu início à sua carreira solo, impulsionado por uma nova fase voltada à produção autoral, e principalmente com o apoio de políticas públicas de fomento à cultura, vem consolidando seu nome no cenário musical mineiro. Seu mais recente projeto, o EP autoral “Meus Ritmos”, é um recorte sonoro de sua trajetória, marcado pela diversidade e pelo diálogo entre tradição e contemporaneidade. Musicos: Juninho Stevan, Léo Pires, Wellington Aguiar, Beethovinho, Luadson Constancio, Eduardo Campos, João Paulo Buchecha, Silas Prado, Willian Pajé. (60 min.) Onde: Mamadi Sotão. Música. Satyribilack. Livre.

19h — Murta – As Mulheres que habitam em Mim —  MURTA, espetáculo solo de dança de Ester Lopes, tem como princípio motivador a ancestralidade e os meios de existir do corpo feminino periférico. Neste solo Ester convoca e empresta seu corpo para a presentificação de todas as ancestres que povoam suas lembranças, seja através de memórias vivas, seja através de relatos de familiares de mulheres que ela sequer conheceu, mas que são reconhecidas através de semelhanças físicas, sonoras e/ou gestuais: “as que vieram antes de mim, abrindo pequenas fagulhas no tempo.” Direção, Criação e Interpretação: Ester Lopes. (40 min.) Onde: SP Escola de Teatro – Sala Antônio Pompêo. Dança. SatyriBlack. 12 anos.

19h30 — Despontar! – Índigo e Reticências apresentam: Despontar. Da criação do universo ao seu fracasso inevitável: todos nós temos pontos fracos, pontas soltas e contrapontos. A questão é a decisão: você se torna a agulha que sutura a ferida ou o quadro que esconde o buraco? De toda forma, os pontos se abrem no último ato. Ficha Técnica: Duque, Elektra Blue,  Índigo, Carol Pfeffer, Bruno Ras, Augusto Milare, Queu e Yesla. (30min.) Onde:  Espaço Parlapatões — Palquinho. SatyriSom. SatyriBlack.12 anos.

20h25 — Axis Mundi — O conceito por trás da obra Axis Mundi se baseia na criação de uma identidade sonora que pretende fundir a dicotomia presente entre o ser biológico (ser humano) e a máquina (a tecnologia), abordando os impactos dos avanços tecnológicos, como a informação excessiva, e a forma como isso transforma nossa percepção do tempo, da realidade, e da espiritualidade. A intenção é criar uma sonoridade propícia para que o público possa vivenciar essa tensão, ao mesmo tempo em que os convida a se distanciar do ritmo acelerado do cotidiano. Em suma, a proposta é questionar para onde estamos indo nessa velocidade toda.  Direção: Lucas Marcarini e Ludmila Ferreira. Performance: Ludmila Ferreira. (13 min.)  Onde: Cine Satyros Bijou — Sala Patricia Pillar. Cinema. Satyriblack. 12 anos.

20h25 — Alzira Rufino – Eu mulher negra resisto — “Alzira Rufino – Eu Mulher Negra Resisto” (2025, dir. Gilson de Melo Barros) resgata a trajetória da poeta e fundadora da Casa da Cultura da Mulher Negra. Através de arquivos, depoimentos e performances, o documentário revela sua luta antirracista e feminista, projetos como a revista EPARREI, o coral Omó Oyá, e programas de combate à violência doméstica. Uma homenagem do TEP/Unisanta à voz que ecoa na resistência negra brasileira. Direção e roteiro: Gilson de Melo Barros. (18 min.)  Onde: Cine Satyros Bijou — Sala Patricia Pillar. Cinema. Satyriblack. Livre.

20h25 — Gorro Vermelho na Lua Cheia — Paulinha busca uma solução nos ensinamentos antigos da avó para proteger sua família na próxima lua cheia. Sua mãe precisa tomar uma decisão sobre as terras da família pois é assediada pelo agronegócio. Diretor e Roteirista: Vitor Meloni. Elenco: Tamara Malunga, Leandro Caris, Ester Hadassa, Flavio Estevão, David Balt, Rafael Martins. (20 min.)  Onde: Cine Satyros Bijou — Sala Patricia Pillar. Cinema. Satyriblack. 10 anos.

20h25 — Rapsódia em Azul  — Após anos sendo invisibilizada em uma companhia de balé por causa da cor da sua pele, uma jovem dançarina preta finalmente assume o papel principal quando a estrela se machuca. Mas o espetáculo se transforma em uma performance exótica inspirada em Josephine Baker, e ela percebe que seu corpo está sendo usado como vitrine. Entre aplausos e inquietações, precisa decidir entre seguir representando esse papel ou romper e dançar com sua própria verdade. Direção e roteiro: Marina Barancelli. (15 min.)  Onde: Cine Satyros Bijou — Sala Patricia Pillar. Cinema. Satyriblack. 12 anos.

20h30 — A Morte do Espantalho!  — Visa explorar temas como solidão, Violência , transformação e identidade através da perspectiva de um espantalho que, durante a narrativa, revela suas experiências e reflexões sobre o mundo ao seu redor.  Diretor: Rafael Messias Damasceno. Produtora: Lua Ribeiro.Dramaturgia: Rafael Messias Damasceno e Celso Correia Lopes. Elenco: Rafael Messias Damasceno. (40 min.) Onde: Espaço dos Satyros. Teatro Adulto. Satyriblack. 16 anos. 

20h30 Lançamento do livro “Essência da Mulher” Essência da Mulher” é um livro de poesias que exalta a ancestralidade, a força e a cura da mulher preta. Neste lançamento presencial em formato de vivência poética, a autora propõe leituras performáticas, reflexões sensíveis e diálogo com o público, unindo palavra, afeto e resistência. Autora: Joyce Lombardi. (60 min.)  Onde: SP Escola de Teatro – Sala Antônio Pompêo. Dança. SatyriBlack. Livre.

20h30 Cabaças – Memórias Umzimba Em um ciclo contínuo de dança e ancestralidade, uma comunidade vive seu cotidiano em um looping dançante, onde os corpos negros ressignificam as danças africanas em diáspora. A narrativa é conduzida por uma figura mística que se conecta a uma menina de uma comunidade e  tece os fios do tempo, conectando passado, presente e futuro, e criando uma ponte entre Umzimba – o corpo físico – e o mundo espiritual.  Diretor artístico e coreógrafo: Ton Moura. Elenco: Jhefferson Gomes, Nayla Delfino, Acauã Solí, Erick Malccon, Rafa, Kidauane Regina, Miguel Menezzes e Ton Moura.  Onde: Studio Satyros. Literatura. Satyriblack. Livre.

21h30 Me ame como se fosse uma sexta feira no centro Um encontro dançante entre afetos, corpos e desejos na noite do centro da cidade. “Me ame como uma sexta-feira no centro” é um espetáculo que atravessa a liberdade, o sexo, a solidão e o prazer como ritos de sobrevivência. Uma coreografia de encontros, memórias e suores urbanos, ao som dos álbuns da Liniker. Direção e Coreografia: Hélio Lima e Pretah Thaís. Elenco: Allan Almeida,  Ana Beatriz, Giovanna Morgado, Késia Santos, Pretah Thaís, Marvin Vinícius, Luigi Campos, Priscila Amorim, Bruno Fernandes e Wolly Kendhara. (42 min.)  Onde: SP Escola de Teatro – Sala Antônio Pompêo. Dança. Satyriblack. Livre.

23h59 Arkthur apresenta: Tecnologia da Alma Tecnologia da Alma é um pocket show de 30 minutos que reúne música, performance e ancestralidade em uma potente imersão afrofuturista. No palco, Arkthur dá vida às faixas do álbum homônimo, acompanhado do DJ e produtor musical Gabriel Muller, tecendo beats de rap e funk com versos que ecoam a urgência da reparação histórica e a potência da identidade negra. A apresentação atravessa temas como miscigenação, embranquecimento e apagamento cultural, ao mesmo tempo em que enaltece símbolos dos povos de terreiro e dos orixás, evocando memórias e saberes ancestrais através do figurino, da maquiagem e da presença cênica. Com linguagem direta e estética afrocentrada, o show cria conexões profundas com o público jovem, negro e periférico, propondo uma experiência artística que é denúncia, cura e celebração. Direção: André Daniel. Intérprete e compositor: Arkthur. Dj e produção musical: Gabriel Muller. Direção de produção: Celine Liris. Participações: Alahri’n e Quixote. Onde: Mamadi Sotão.  Música. Satyriblack. Livre.


15H — RENASCENÇA – Entre o Grito e a Encruzilhada — Espetáculo híbrido que une a trajetória de uma diretora periférica que vira cena e o renascimento de mulheres pretas guerreiras que carregam sua ancestralidade como arma. Entre o caos e a cura, a peça mistura teatro, ritual e poesia para denunciar, resistir e recomeçar. Direção e Dramaturgia: Joyce Lilian Lombardi. Elenco: Roberto Pinheiro, Nathalya Lombardi, Melissa Lombardi, Joy Lom, Sanra de Liz e Janiverso. Cenário e Fugurino: Rob Pinheiro. Maquiagem: Nathalya Lombardi. Assistente de Produção: Pauliana Lombardi.  Sonoplastia: Janiverso. Produção: Pedro Ramos, Edson Mauro Maia da Veiga , Instituto Nacional Sementes do Bem e Angelus Produções Artísticas LTDA. (25 min.). Onde: SP Escola de Teatro – Sala Antônio Pompêo. Teatro Adulto. Satyriblack. 14 anos.

16h30 — 1001 Referências de um Moleque de Quebrada — Esse solo é o conjunto de referências, relatos, reverberações e repertórios que pôde ser somado à essa dramaturgia, mas é acima de tudo uma homenagem à periferia e às pessoas pretas. Conta sobre como um rapaz pobre, preto e periférico, morador da Zona Sul de São Paulo no bairro Americanópolis consegue valer-se de sua cultura, educação e malandragem, para viver na sociedade, por meio de suas referências. Direção Cênica: Roberta Pinheiro Conde Xavier. Direção de produção: Barbara Vendramini. Ator, iluminador e dramaturgo: Gabriel Pequeno. Figurino: Yass Santos. Cenografia: Tamires Santino. Diretor Musical: Amir Formiga. (50 minutos). Onde: SP Escola de Teatro – Sala Antônio Pompêo. Teatro Adulto. Satyriblack. 14 anos.

23h — Caso Isolado — Após passar por um episódio de violência policial em Tucano – BA, Pedro, que visitava seu pai, decide se mudar para a cidade e cria a Caminhada da Paz, um ato anual de resistência pacífica.  As abordagens policiais se intensificam e culminam no assassinato de Pedro. Caso Isolado se propõe a expor a violência policial, a seletividade da justiça e o paradoxo racial no qual corpos semelhantes se posicionam em lados opostos da luta. Direção e dramaturgia: Tiago Carvalho. Elenco: Carlos Vasconcelos, Dayane Santoso, Julia Carsoso, Kaique Sandeoli, May Oliveira, Raissa Alcântara, Victor Gustavo, Tiago Carvalho.  (50 min.) Onde: Espaço dos Satyros.  Teatro Adulto. Satyriblack. 16 anos.