SEXTA-FEIRA, 09 DE OUTUBRO
13h30 — Bruma ou tragédia espiritual — Em Bruma ou Tragédia Espiritual, dois espíritos florestais divagam sobre histórias e experiências de devastação enquanto, dia após dia, uma madeireira avança sobre a floresta onde vivem. Mirra, a mais velha, insiste em escutar as últimas notas musicais de um loureiro definhando.Ingrid, a mais jovem, questiona a destruição que se aproxima e observando a chegada de densas brumas no horizonte, procura compreender o desaparecimento da mata e das narrativas. Entre lembranças e aparições, as duas recontam a Orestéia, que surge através de bonecos de sombra, alegorias, máscaras e narração, fazendo a tragédia violenta da família dos Atridas emergir como uma memória que insiste em sobreviver perante a devastação.A bruma que toma conta da floresta é um fenômeno concreto e metafórico: encobre o que está diante dos olhos, mas também representa aquilo que lentamente deixa de ser lembrado. Na bruma, memória e esquecimento tornam-se indistinguíveis. À medida que a floresta desaparece, desaparecem também os lugares, os seres e as histórias que nela habitavam. Direção e dramaturgia: Leo Thim. Elenco: Andressa Aycha, Alexandre Romanelli, Pamela Malvestiti. (60 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. Teatro. Livre.
14h00 — Força que Vem de Muximba — Ao longo de diferentes episódios, a peça-manifesto aborda diferentes experiências de ser uma pessoa preta no Brasil contemporâneo, e propõe um novo horizonte a partir da força que vem de muximba, que se faz presente em um cotidiano no qual somos atravessados pela violência e sofrimento gerados pelo racismo, mas também pelo afeto e a coragem impulsionados por essa força residente em cada um de nós. Direção: Nathália Barcelos e Vênus Gaya. Dramaturgia: Henrique Santos, Mayara Marcondes e Vênus Gaya. Elenco: Amaria, Henrique Santos, Alycia Félix, Isabelli Maria, Mayara Marcondes. (60 min). Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. SatyriBlack. 12 anos.
15h00 — Amor de Mãe — Baseado em fatos reais, uma mulher se vê diante de uma decisão que pode mudar para sempre os limites entre amor, maternidade e sacrifício. Entre a fé, os vínculos familiares e desejos que nunca foram ditos, ela será obrigada a enfrentar uma pergunta que ninguém esperava fazer: até onde alguém pode ir por amor sem deixar de pertencer a si mesmo? Direção: Fabio Mazzoni. Elenco: Jeyne Stakflett, Jorge Mesquitta, Luciana Vendramini, Maria Clara Strambi, Rafael Dib, Renato Scarpin e Vinícius Piedade. (70 min). Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro. DramaMix.
15h30 — Onde Mora a Memória — Onde Mora a Memória investiga como as experiências da infância permanecem vivas no corpo e moldam nossa identidade ao longo da vida. À medida que crescemos, muitas dessas memórias se apagam, tornando-nos mais rígidos, distantes do brincar, da imaginação e da liberdade de existir. A partir da relação entre memória afetiva e memória corporal, o espetáculo propõe que o corpo adulto pode reencontrar vestígios da infância por meio do movimento. Direção: Ismael Joaquim dos Santos. Elenco: Laryssa Alves Moreira, Luiza Mattos Menezes da Silva, Lucas Pereira Gomes, Marta Braga, Santiê. (40 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. DançaMix. Livre.
16h00 — Short Stories ou Autobiografia de Todo Mundo, ou Ficções Científicas Antropológicas, texto de Thaís de Almeida Prado — Um chá de tarde, algumas histórias. Histórias que poderiam ser suas e você nem percebe. Mas como toda ficção, qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. Texto, direção e performance: Thaís de Almeida Prado. (30 min). Onde: Sala Vange Leonel. DramaMix. Adulto. 18 anos.
16h30 — Os Profissionais — Duas gerações do teatro brasileiro e paulista sem encontram e expõe o resiste, o que surgiu e o que se perdeu ao longo dos anos. Direção: Bruno Meng. Dramaturgia: Márcio Tito. Elenco: Caetano Furquim e Wanderley Damasceno. (45 min). Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro.
17h00 — FÉMINA — FÉMINA é um mensolo de dança-teatro que nasce da necessidade de ressignificar a experiência feminina, transformando vivências marcadas por opressão, violência e silenciamento em linguagem artística. A pesquisa cênica utiliza o corpo como instrumento de expressão para investigar temas como machismo, resistência, instinto, intuição, autonomia, caos e cura. Em cena, a obra propõe o despertar da mulher selvagem historicamente silenciada, denunciando a erotização, a mercantilização e o controle social sobre o corpo da mulher. Em construção, o espetáculo abre espaço para um processo sensível de reconhecimento, reparação e reconexão com a própria autonomia, convidando o público à reflexão. Direção, dramaturgia e elenco: Flávia Rodrigues. (20 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. DançaMix. 16 anos.
17h30 — Que Show Da Xuxa É Esse? — Através das memórias o artista Gustavo Sinopse Parreira revisita sua infância onde sua mãe, mesmo sem condições materiais, lhe dava todos os discos e brinquedos da Xuxa ao mesmo tempo que o defendia de uma família e sociedade que temiam que além da deficiência física o pequeno pudesse vir a se tornar gay. Hoje consciente de seu corpo, potencialidade, limitação, sexualidade e desejo, Gustavo usa este ato teatral para se reencontrar com sua falecida mãe em cena e lhe agradecer por todos os sacrifícios. Direção, dramaturgia e elenco: Gustavo Parreira. (40 min). Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. SatyriBilidade. 12 anos.
18h00 — Sentinelas — O público acompanha a construção de uma cerimônia ritualística em que corpos coexistem com máquinas que respondem e interferem no ambiente. Resultado de um laboratório de arte e tecnologia da SP Escola de Teatro, a mostra investiga a expansão do corpo na cena e tensiona presença, exposição, controle e crença nos tempos digitais, utilizando sensores corporais, algoritmos generativos, vídeo, laser, som, luz e motores. Núcleo de pesquisa Sentinelas. (40min). Onde: Sala Alberto Guzik. Performance. Livre.
18h00 — Creare um solo pra stare — Esta obra é uma investigação cênica em dança contemporânea que utiliza o improviso como linguagem de criação. Desenvolvida a partir de uma pesquisa autobiográfica, explora códigos de memória inscritos no corpo e as estruturas de poder que atravessam o encontro. A pesquisa investiga hierarquias internalizadas e modos de funcionamento que se manifestam corporalmente, revelando tensões entre condicionamento, autonomia e transformação. Por meio da improvisação, a obra busca acessar um poder que habita o corpo antes mesmo do reconhecimento de sua própria potência, propondo uma reflexão sensível sobre memória, presença e poder. Direção, coreografia e elenco: Santiê. (35 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. DançaMix. 14 anos.
19h00 — Na Estrada — Em uma estrada entre o real e o espiritual, um homem em crise encontra uma figura feminina inspirada na força da Pombogira. Conduzido por memórias, desejos e enfrentamentos internos, inicia uma jornada de transformação e autoconhecimento. Misturando teatro ritual, ancestralidade afro-brasileira e experiências sensoriais, “Na Estrada” convida o público a atravessar caminhos de descoberta, cura e reconexão com a própria essência. Direção: Jhully Oliveira e Gustavo Bacchini. Dramaturgia: Lype Ribeiro. Elenco: Gabriel Bittencourt e Joathan Pires. (45 min). Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. 12 anos.
19h30 — BUGRE: ao som de Ney Matogrosso — Em um futuro onde cada brasileiro nasce com uma data e uma forma de morte determinadas pelo Estado, Melodia vive aprisionada pelo medo do fim. Batseba, sua companheira de vida, escolhe o caminho oposto: viajar, amar e viver intensamente, mesmo sabendo que a morte também a espera. BUGRE é uma história sobre amor, liberdade e a urgência de viver antes que seja tarde demais. Direção: Flávio Sérgio. Elenco: Bel Baeza Minnie Annie e RenanRenan. (30 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. Teatro. DramaMix.
19h30 — Medeia: Alquimia da Destruição — “De todos os seres que possuem vida e inteligência, nós, as mulheres, somos a mais infeliz das criaturas”. Entre dor, amor e culpa – Medeia vive! Neste experimento cênico, realizado pela turma de M4 (2026) do Estúdio de Treinamento Artístico, revivemos a história de Medeia. Desconstruindo a tragédia grega já conhecida, sentimos as dores e alegrias de ser Medeia hoje. Direção: Jaque Nunes. Dramaturgia: Jaque Nunes. Elenco: Caroline Abades, Carol Sgala, Duda Layevska, Felipe Pereira, Frederico Figueira, Gisele Panegassi, Henrick Nicacio, Julia D’Azevedo, Jofrey Moraes, Rafuél, Lhari Olmedo, Olho, Sol Santtos, Vini Odara. (80 min). Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro. 18 anos.
19h30 — Se as comidas dos folhetos fossem comestíveis — Em um contexto em que a fome é chamada de Locadora e os humanos locam involuntariamente seus corpos, a peça realiza um recorte: a história de dois jovens negros, irmãos gêmeos não idênticos, que vivem em situação de rua e estão presos em uma cozinha desativada. Ali, entre talheres, panelas e restos de folhetos de supermercados, eles refletem sobre o passado de trabalho análogo à escravidão, em que desde pequenos foram vítimas de um casal branco do bairro Itaim Bibi, na capital de São Paulo. Direção: Carlos Sobrinho. Dramaturgia: Sid Lima. Elenco: Elenco: Jade Giovanna e Sid Lima. (70 min). Onde: Sala Alberto Guzik. Teatro. Satyriblack. 14 anos.
20h30 — A Cantora Careca — A montagem de “A Cantora Careca” pela Zéfiros Cia de Teatro (dirigida por Sergio Rodrigues) explora a falência da comunicação e o vazio das convenções sociais. A peça retrata um jantar entre dois casais ingleses (os Smith e os Martin) em um cenário pós-guerra, recheado de diálogos desconexos, repetições ilógicas e situações surreais. Direção e dramaturgia: Sergio Rodrigues. Elenco: Camila Zampieri, Massao, Guilherme Brandão, Jessica Nasso, Pâmela Simplício, EFE. (60 min). Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. Livre.
21h00 — Ecos da Solidão — Em cena, a atriz dá voz a narrativas reais e ficcionais sobre ser mulher. Cada voz carrega uma lembrança, uma ferida, um desejo. E, juntas, elas criam um coro de solidão que ecoa num corpo que se sente tão só. Direção, dramaturgia e elenco: Yasmin Caroline. (16 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. Teatro. 14 anos.
22h00 — OCITOSET — Ócito é origem. Ocitocina é vínculo. Set é corpo em movimento. OCITOSET é uma jornada audiovisual contemporânea guiada por mãe e filho, que une DJ set, criação visual ao vivo em uma travessia por diferentes territórios sonoros e culturais. Entre house orgânico, techno hipnótico, grooves psicodélicos, batidas percussivas e cantos de diferentes tradições, música e imagem se encontram para criar uma experiência sensorial de conexão entre corpo, natureza, ancestralidade e tecnologia. Ele conduz o som; ela conduz a imagem. Juntos, investigam a pista de dança como dispositivo dramatúrgico e constroem uma experiência coletiva de transe e celebração. OCITOSET integra uma etapa de pesquisa para o novo espetáculo da dupla Ravelório. Direção Geral: Soraia Costa. Dj set: Valentino Manolo. Videomapping/Live Visuals: Soraia Costa. (60 min). Onde: Sala Hilda Hilst. PerforMix. Livre.
22h00 — O Rinoceronte — A Cia Paquiderme resgata o clássico do teatro do absurdo para refletir sobre o vazio da polarização, das bolhas digitais e do conformismo. Escrita em 1959 por Eugène Ionesco, a peça O Rinoceronteutiliza a metáfora da transformação de pessoas em rinocerontes para criticar a histeria coletiva, a perda de identidade individual e a adesão cega a ideologias de massa. É impressionante a atualidade do texto, que acompanha a resistência solitária do protagonista Bérenger face aos discursos simplificadores. O espetáculo estreia no dia 1º de agosto, sábado, no Teatro O Andar. Sem recorrer a representações naturalistas ou ilustrações literais dos animais, o diretor Marcelo Lazzaratto — com quatro décadas de atuação contínua no teatro nacional entre direção, atuação, iluminação e escrita teatral — utiliza o espaço e a linguagem essencial para evidenciar a transformação coletiva. Direção: Marcelo Lazzaratto. Dramaturgia: Eugène Ionesco. Elenco: Alexandre Romanelli, Antonia Pinheiro, Carol Schmid, Carol Soares, Catarina Savietto, Fernanda Costa, Jorge Pitta e Roberta McDonald. (110 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. Teatro. 12 anos.
22h30 — Viela não dorme – Abertura de Processo — O céu tá caindo? Essa viela pode ser um lugar de passagem. Seus olhos podem ouvir os ruídos da cidade? Meu sonho é um chiado de vinil que toca numa rua sem saída. Brincando com trânsitos e movimentos da relação sonho-corpo-cidade, “Viela Não Dorme” é um espetáculo em processo em que corpos-territórios indígenas e negros povoam uma viela estreita, conduzidos pela musicalidade e corporeidade. Direção: Alliyellow. Dramaturgia: Clarissa Roberta. Elenco: Aislan Salomão, Alliyellow, Clarissa Roberta, Davi Leocadio, Fellipe Marcelino, Júlia Brandão e Pabllo Thomaz. (30 minutos). Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. 14 anos.
23h00 — Menino Sem Espelho (Solo para um ator viado) — Após a morte da mãe, Raul, um estilista gay de sucesso, precisa decidir o destino do pai idoso. Enquanto tenta escrever-lhe uma carta, revisita a infância marcada pela repressão, o primeiro amor clandestino, a violência e sua partida para São Paulo e Paris. Entre a caixa de costura da mãe, um espelho e as memórias de homens que amou, Raul reconstrói o caminho que o levou da vergonha à afirmação de si. O Menino Sem Espelho é uma história sobre identidade, memória e a possibilidade de interromper outra forma de amar. Direção: Rodolfo García Vázquez. Dramaturgia: João Emanuel Carneiro, Carmo Dalla Vecchia, Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez. Elenco: Carmo Dalla Vecchia. (50min). Onde: Sala Alberto Guzik. Teatro. DramaMix. Livre.
23h30 — Locutório Esperança — LOCUTÓRIO ESPERANSA é um texto desenvolvido dentro do projeto Criando Autorias, que apresenta o universo dos imigrantes e nas relações humanas construídas a partir da distância, da saudade e da necessidade de sobrevivência. Em um pequeno locutório na Espanha, Esperansa, uma imigrante equatoriana, luta para manter seu negócio enquanto tenta garantir um futuro melhor para a filha que vive no Equador. Entre telefonemas, conflitos e acontecimentos inesperados, histórias de diferentes origens se cruzam, revelando sonhos, perdas e esperanças. Direção: Rafael de Bona. Dramaturgia: Dave Aidan. Elenco: Camila dos Anjos, Leandro Villa, Angela Ribeiro, Jackeline Stefanski, Pedro Conrado e Lucas Pio. (30 min). Onde: Sala Hilda Hilst. DramaMix.
23h59 — Tudo o que nos cabe — “Tudo o Que Nos Cabe” é um sensível retrato da experiência queer urbana contemporânea. A peça acompanha um grupo de amigos LGBTQIAPN+ que se reencontra para celebrar o aniversário de Salvador, em uma noite que começa festiva, leve e descontraída — mas rapidamente se transforma em um espaço de revelações, afetos expostos, tensões acumuladas e histórias que insistem em retornar. Entre humor e emoção, o espetáculo mergulha em temas como amor, identidade, sexualidade, sorofobia, bissexualidade, relacionamentos abertos, descoberta e pertencimento. A dramaturgia combina linguagem atual e ritmo ágil, propondo uma experiência envolvente que faz o público rir, se emocionar e reconhecer suas próprias contradições e afetos nos personagens. Direção: Alessandro Barba. Dramaturgia: Bruno Oliver e Dávison Souza. Elenco: Elenco: Bruno Olliver, Dávison Souza, Gabriel DiMarco, Igor Carrasco, Jura Cipriano e Marcello Santanna. (80 min). Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. 16 anos.
SÁBADO, 10 DE OUTUBRO
00h30 — Um Método Para Amar e Enlouquecer — Tomando a relação entre três amigos como tese para um debate acerca do desejo, o espetáculo discute o limite da ética entre viciados e como a geração dos anos 90 lida com as mais diversas faces da liberdade e da culpa. Direção e dramaturgia: Márcio Tito. Elenco: Larissa Andrade, Lucas Costa e Mateus Barbuio. (60 min). Onde: Sala Alberto Guzik. Teatro. 16 anos.
01h00 — Marcus, TerrenoBaldio — Partindo de delírios da literatura, músicas de hiphop do continente Americano, Sarah Kane e Racionais MCs, a peça parte da premissa de O Processo como o dispositivo cênico/narrativo, e ao invés de um tribunal burocrático tradicional, o “Processo” aqui é um julgamento midiático: um Reality Show. Figuras trancadas em um não-lugar (o Terreno Baldio) esperam um veredito. Direção e Dramaturgia: Gabriel Alvim. Elenco: Caio D’Aguilar, Apollo Faria e Francisco Andolfato. (50 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. Teatro. 14 anos.
01h00 — O Purgatório dos Vivos — A trilogia explora a jornada cíclica de personagens em diferentes contextos unidos por uma mesma patologia: a incapacidade de habitar o presente. Do vazio de uma estrada deserta ao isolamento de uma mente sitiada, suas trajetórias convergem no símbolo do sapato que aperta. Essa dor constante torna-se a única realidade concreta e um vício inevitável. Direção e elenco: Oswaldo Moraes e Luciana Astolfo. Dramaturgia: Oswaldo Moraes. (50 min). Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro. 16 anos.
13h00 — MERDA — Em formato de ‘palestras performances’, o espetáculo se compõe de 16 cenas cur tas: rascunhos teóricos, montagens da memória, vinhetas de ficção e confissões. São digressões sobre o cocô -, em seu apelo erotizado, religioso e lúdico: num monólogo, é mapeado o lugar da defecação nas engrenagens sociais contemporâneas e nos jogos de poder. Indica-se também a posição das fezes na máquina de captura neoliberal. Direção e dramaturgia: Sergio Zlotnic. Elenco: Rodrigo Melgaço. (60 min). Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. 16 Anos.}
13h30 — Fast Actor – IN LOVE — É uma performance onde o artista convida o público para escolher entre 12 figuras do cotidiano brasileiro para serem interpretadas no “aqui agora”. A ideia é investigar o teatro de forma fluida em conjunto com o público. Direção e dramaturgia: Everton Actor Live. (30 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. Teatro. PerforMix. Satyribilidade. 14 anos.
13h30 — Um Copo para 8 — Em um futuro devastado por crises climáticas, um grupo de sobreviventes divide uma casa erguida sobre palafitas, liderados por uma cientista que desenvolveu um método de reciclagem da própria água corporal. Quando estrangeiros batem à porta, alianças se tensionam e certezas se desfazem, revelando os limites éticos e morais de cada um. Direção: Andressa Andreatto e Emma Araujo. Dramaturgia: Gustavo Nolla. Elenco: Beth Toledo, Kauê Batista, Monique Ramos, Nicole Ghobrial e Rapha Borges. (40 min). Onde: Sala Alberto Guzik. Teatro. 10 anos.
14h30 — 2+2 = 5 — A disputa por uma vaga de emprego leva dois homens ao limite numa disputado que ultrapassa varios limites. Baseada na obra de 1984. Direção e dramaturgia: Dawton Matos. Elenco: Davison Souza e Carrasco. (60 min). Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro. 12 anos.
15h00 — A Alma Boa de Setsuan — A Alma Boa de Setsuan conta a história de Shen Te, uma jovem bondosa que recebe uma recompensa dos deuses por sua generosidade. Para sobreviver em uma sociedade injusta, ela cria a identidade de um primo rígido e calculista. A peça mostra o conflito entre fazer o bem e enfrentar as dificuldades do mundo, questionando se é possível manter a bondade em meio às injustiças. Direção: Renato Bispo. Dramaturgia: Bertolt Brecht. Elenco: Larissa Vecchiato, Stella Costa, Mavi Stefani, Danielle Zatti. Jade Fritz, Ana Flávia Guarda, Lívia Marchioni, Lucas Oliveira, Luiza Costa, Vitória Caroline, Tatiane Diniz, Luana Oliveira, Beatriz Ataíde, Leandro Peró, Alex Geri, Isabella Bordignon, Eduardo Valente, Luiz Raphael Freire e Madu Richena. (120 min). Onde: Sala Alberto Guzik. Teatro. Livre.
15h00 — Maria Bege — Maria Bege, de João Hannuch, acompanha uma mulher marcada pela invisibilidade e por relações silenciosamente violentas. Entre memórias, humor ácido e referências à cultura pop, a peça constrói uma narrativa poética e contemporânea sobre afeto, apagamento e sobrevivência. Direção e dramaturgia: João Alberto Hannuch Nascif. Elenco: Fernanda Satie Ohosaku, Gabriel Navas Vilela, Gabriele Martins de Melo, Isabelli de Souza, Júlia Gianini Goulart, Manoella Back Neves, Maria Klara Valente Carvalho dos Santos Alves, Maria Luiza Pereira Silva, Mariana Luiza Machado Dias da Rocha, Pedro Campos Barcena. (60 min). Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. SatyriBilidade. 14 Anos.
15h00 — O Caos do Eu — A mente carrega histórias, histórias essas que ““não fazem sentido””, para uma boa parcela da população, fazem. O caos que para muitos é visto como banal e para outros romantização tem suas faces reveladas através de diagnósticos médicos, neurodivergencia e transtornos psicológicos são reais e esse é o mundo que o grupo convida a ser visto e explorado. Direção: Giovanna Lopes. Elenco: João Wellinton e Amanda Homem. (30 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. Teatro. 16 anos.
16h30 — Reescrita — REESCRITA é um monólogo autobiográfico inspirado no mito de Medusa, que percorre as marcas deixadas sobre um corpo que, desde a infância era insubmisso e inadequado. Entre memórias de uma menina expansiva, curiosa e indomável, a obra investiga o momento em que o desejo, a liberdade e a imaginação passam a ser regulados por olhares, punições e silenciamentos. O monólogo revela como palavras, gestos e violências cotidianas podem reescrever uma existência, transformando potência em culpa, presença em retração. Em cena, a artista desmonta as narrativas que são impostas e confronta os mecanismos que disciplinam corpos, especialmente os corpos femininos. Entre delicadeza, humor, fúria e vulnerabilidade, REESCRITA não busca reconstruir uma história, mas reivindicar o direito de escrevê-la novamente. Ao final, a pergunta que permanece não é sobre quem essa menina foi, mas o caminho que percorreu até sua libertade, explorando uma linguagem poética, psicológica e simbólica. Direção, dramaturgia e elenco: Tammy Aires. (40 min). Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro. 14 anos.
17h00 — Marcas D´Água em pequenas gotas — Marcas D’Água em pequenas gotas é o corpo-rio de uma mulher num desague de sua poesia em suas múltiplas metamorfoses em conexão com o cultivo da palavra em territórios aquilombados. Direção, dramaturgia e elenco: Meire Pedroso. (30 min). Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. 16 Anos.
18h00 — A ILÍADA DALTON TREVISAN — Corações destroçados, anti-heróis de uma sociedade em declínio: A Ilíada Dalton Trevisan reúne contos do incomparável escritor Dalton Trevisan, vampiro de Curitiba. Pela primeira vez no Brasil, o espetáculo estreou em 2023 na Holanda, seguido por apresentações na Suíça, Portugal, Inglaterra e Japão. Direção: Cleide Piasecki. Dramaturgia: Dalton Trevisan. Elenco: Luis von Benkard. (55 min). Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro. 18 Anos.
18h00 — Chão de Sal — Duas mulheres, estrangeiras de si e de seu tempo histórico, despertam de um trauma e se percebem em um lugar repleto de sal. Já uma terceira pessoa, Calamidade, sempre esteve ali, mas não tem as respostas para o mistério que é esse chão de sal. Esse estranhos encontro entre três desconhecidas se transforma em reconhecimento a partir de violências institucionais, amizade, ateto e no ato de recuperar a lembrança da própria história, enquanto uma tempestade ameaça destruir tudo. Direção: Água e Bárbara Roma. Dramaturgia: Agatha Selva. Elenco: Fortes Mares, Isabella Suckow e Sofia Agrelli. (60 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. Teatro. 12 Anos.
18h00 — Navegar — O que existia antes de o tempo existir? É essa a pergunta que tira o sono do jovem João. Em uma madrugada misteriosa, sua busca por respostas ganha vida quando ele desperta e se depara com duas figuras extraordinárias, perdidas nas engrenagens do tempo: o destemido Capitão e a intrigante Rosa dos Ventos, ambos à procura de seu barco desaparecido. Concebido especialmente para os palcos abertos da rua, Navegar utiliza a energia vibrante, o humor físico e a expressividade da Commedia dell’Arte para transformar o espaço público em um oceano de possibilidades. Entre encontros cômicos e desencontros poéticos, o espetáculo é um convite irresistível à imaginação e à descoberta, conduzindo o universo infantojuvenil (e o coração dos adultos) a uma viagem inesquecível onde o destino final é a própria poesia. Direção: Fernando Barbosa. Dramaturgia: Fabiano Muniz. Elenco: Ana Santos, Cauã Flórido e Heloísa França. (50 min). Onde: Sala Alberto Guzik. Teatro Infantil. Livre.
18h30 — Diário de Um Louco — O monólogo completo, é adaptado do conto escrito por Nikolai Gogol, no século XIX, que antecede o auge do realismo russo. Considerado como uma das principais obras do autor, ‘Diário de um Louco’ é ambientado em São Petersburgo e mistura a realidade e os devaneios de Aksenty Ivanovich Propritchine: um funcionário público de existência insignificante, pobre e solitária. A história dramatiza a vida de um ser humano atormentado, que se refugia em seus delírios psicóticos, passeando ora pelo pequeno quarto onde vive e pela repartição onde trabalha, ora pelos campos da inconsciência. Direção: Rodrigo Souza. Dramaturgia: Nikolai Godol. Elenco: Fábio Rolywer. (50 min). Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. 12 Anos.
19h30 — Desabart ou uma inundação que cresce de dentro pra fora — A obra mergulha na trajetória de uma personagem atravessada pela falta de água. Transformando sua experiência em um grito poético sobre aquilo que deveria ser direito de todos. A narrativa revela as marcas deixadas pela falta de um recurso essencial, conduzindo o olhar para a urgência e a busca incessante por dignidade. Direção: Menino Zumbi. Dramaturgia e elenco: Vitória Ricardo. (30 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. Teatro. 12 anos.
19h30 — Zero — Isolada em seu apartamento desde a pandemia, Nívea recebe a visita de Zero, um jovem desconhecido que afirma ser seu filho. A presença impossível do rapaz rompe décadas de silêncio e a obriga a revisitar uma vida marcada por violência, abandono e solidão. À medida que os dois constroem uma intimidade inesperada, a existência de Zero torna-se cada vez mais enigmática. Entre memória e imaginação, Nívea é confrontada com o filho que poderia ter existido e com uma maternidade interrompida antes mesmo de começar. Zero é uma história sobre trauma, perda e a possibilidade de acolher o passado para, finalmente, voltar a respirar. Direção: Rodolfo García Vázquez. Dramaturgia: Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez. Elenco: Elen Londero e Bartholomeu de Haro. (30 min. ). Onde: Sala Alberto Guzik. Teatro. Livre.
20h30 — Quem Vem Lá? — Num palco de teatro com pouca luz, Mauri P tenta desesperadamente decorar textos da personagem Hamlet, mas não consegue.
Isso porque ele não consegue levantar-se da cadeira. Então, outras figuras com lençóis de fantasmas tentam iça-lo ou movimentá-lo através de cordas. Isso porque ele não consegue levantar-se da cadeira. Então, outras figuras com lençóis de fantasmas tentam içá-lo ou movimentá-lo através de cordas. Em seu desespero, decide ler somente falas do fantasma, que é o pai de Hamlet, que incentiva fantasmas e público à vingança contra o assassinato e a usurpação do poder real. Idealização: Mauricio Paroni. Elenco: Mauricio Paroni, Ramon J, Pedro U, Rodrigo S, Jonas M, Fernanda M, Sami G, Danusa S, Thomas B, Luara L. (30 min). Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. DramaMix. Livre.
21h00 — Uma Peça Lá em Casa (ou Marlon e Eu) — Uma atriz conhecida convida seus vizinhos para conhecer sua casa nova e revelar a eles algo estranho que está acontecendo desde que ela se mudou para o bairro. Direção: Clara Carvalho e Sérgio Roveri. Dramaturgia: Sérgio Roveri. Elenco: Clara Carvalho. (40 min). Onde: Sala Alberto Guzik. DramaMix. Livre.
21h30 — MARY SHELLEY — Entre memórias, sonhos e fantasmas, Mary Shelley revisita os momentos que marcaram sua vida e inspiraram a criação de uma das obras mais influentes da literatura mundial: Frankenstein. Em uma narrativa sensível e envolvente, o espetáculo acompanha a trajetória da jovem escritora inglesa que, desafiando os limites de seu tempo, transformou suas inquietações sobre a vida, a morte e a condição humana em uma obra eterna. Entre perdas, amores, descobertas e o poder da imaginação, Mary revela ao público os caminhos que a conduziram à criação de seu lendário personagem. Mais do que a história de um livro, Mary Shelley é o retrato de uma mulher visionária que encontrou na arte uma forma de enfrentar seus medos e deixar sua marca na história. Direção: Erik Garcia. Dramaturgia: Mary Shelley. Elenco: Erik Garcia e Marya Thereza. (60 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. Teatro. 14 anos.
21h30 — Um Anjo de Asas Bem Abertas, de Celso Cruz — Um professor é convidado para uma palestra sobre sua grande amiga, uma escritora revolucionária, desaparecida na Ditadura. Enquanto conta detalhes dessa vida e dessa obra, dos campos de concentração europeus aos labirintos de São Paulo, segredos são revelados. Encontros e desencontros. Prostitutas, guerrilheiros e Ets. Anjos e Quimeras. Uma estranha forma de amor prestes a abrir bem as asas. Texto e atuação: Celso Cruz (30 min). Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro. DramaMix.
22h00 — Cabaré Profano — CABARÉ PROFANO é um espetáculo teatral que mergulha em histórias criadas e/ou vividas por seu próprio elenco, costurando memórias, confissões e provocações em uma narrativa que questiona a vida e seus desafios. Entre risos, ironias e momentos de profunda reflexão, a montagem atravessa as dores e resistências de mulheres e pessoas LGBTQIAPN+, transformando experiências íntimas em potência coletiva no palco. Direção: Dário Varaschin. Dramaturgia: criação coletiva. Elenco: Dário Varaschin, Davi Jackues, Elix, João Victor Ponge, Mariana Moretti, Rodrigo Delcolli, Samir Alves, Vanessa Manga. (50 min). Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. 16 anos.
22h30 — BORDERLINE?! — A peça: BORDERLINE?! nasce como um grito coletivo, uma construção viva, feita de vozes, dores, descobertas e coragem. O espetáculo mergulha profundamente no universo do transtorno de personalidade Borderline, trazendo à cena aquilo que muitas vezes permanece invisível. Direção e dramaturgia: Flávio Ferreira. Elenco: Mariáh Ferreira, Macla Taques, Makson Alexandre, Nadiny Costa e Paulo Fábio. (55 min). Onde: Sala Alberto Guzik. Teatro. 18 Anos.
23h00 — Cadernos de Havana — A partir da leitura do diário de viagem de um jovem artista em Cuba, dois atores dão voz a uma série de textos que costuram fragmentos de uma jornada em que teatro, cidade e viajante se confundem numa Havana íntima, pulsante e inventada. Direção: Luís Holiver. Elenco: Patrícia Vilela e Vitor Lins. (30 min). Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro. DramaMix. Livre.
23h30 — R A R E F E I T O, texto de Djalma Júnior — Rarefeito é a suspensão da realidade conhecida pela mente humana. Através de um eu lírico a dramaturgia convida o espectador a fazer um mergulho subjetivo nas incertezas e expectativas da nossa existência. Sem respostas prontas e com jogo de palavras e intenções a encenação busca refletir os ciclos da vida. Direção: Mayla Fernandes. Dramaturgia: Djalma Júnior. Elenco: Carol Honorato e Luiz Fernando Olgou. (30 min). Onde: SP Escola Superior de Teatro – Sala Antônio Pompêo. DramaMix. Livre.
23h30 — Camisa de Força — Um ator, uma atriz. Um texto e uma pergunta incômoda: o que levou esse homem ao consultório de psicanálise? A peça percorre, com ironia e tensão, os discursos, as receitas prontas e as repressões do conservadorismo na vida cotidiana, em uma experiência que provoca, desloca e faz pensar. Direção: Airton Lacerda e Rafael Cerigato. Dramaturgia: Cyrano Rosalém. Elenco. Nathan Diantoni e Eloá Pimenta. (60 min). Onde: Vange Leonel. Teatro. 14 Anos.
DOMINGO, 11 DE OUTUBRO
00h30 — Dois Perdidos Numa Noite Suja — Sessenta anos depois de sua estreia, Dois Perdidos Numa Noite Suja, de Plínio Marcos, permanece como um dos retratos mais contundentes das desigualdades sociais brasileiras. Escrito em 1966, o texto atravessa gerações ao revelar, com crueza e humanidade, personagens que vivem à margem da sociedade e lutam diariamente pela sobrevivência, pela dignidade e pelo direito de sonhar. Paco e Tonho dividem um pequeno quarto de pensão enquanto trabalham como carregadores em um mercado. Unidos pela mesma condição social, mas profundamente diferentes na maneira de enfrentar a vida, os dois personagens vivem uma convivência marcada por frustrações, expectativas e conflitos cada vez mais intensos. Enquanto Tonho acredita que um simples par de sapatos pode representar uma oportunidade de transformação, Paco parece ter perdido qualquer esperança de mudança. A partir de um acontecimento aparentemente banal, a relação entre os dois se deteriora até atingir consequências irreversíveis. Direção: Eduardo Guimarães. Dramaturgia: Plínio Marcos. Elenco: Antônio Centeio e Ariclenes Barroso. (90 min). Onde: Sala Alberto Guzik. Teatro. 18 anos.
01h00 — No ventre do monstro, eu vi o mundo nascer — Até onde você iria para encontrar o sentido da vida? Um artista sufocado pela rotina burocrática de um escritório recebe a visita de quatro seres misteriosos, que o levam a uma viagem à origem do universo. Nesta jornada cosmogônica, inspirada em mitos da criação ao redor do mundo, o personagem deverá enfrentar seus medos mais profundos para reencontrar a si mesmo e se reconectar com o sagrado. Direção: Luís Werlang. Dramaturgia: Núcleo Cigarras. Elenco: Amy Campos, Caroline Flores, Luís Werlang, Niki Cavalcante, Rafaela Viana. (90 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. Teatro. 14 anos.
01h00 — VINTE E TRÊS – Encruzilhada no tempo: cênico, da memória e da realidade — Em um palco-encruzilhada onde o tempo rompe a lógica de Chronos, Exu Narrador conduz histórias marcadas pelo racismo estrutural, pela exclusão e pela busca por pertencimento. A cada 23 minutos, relatos emergem como um chamado por memória, justiça e reconhecimento. Entre 1983 e o presente, poesia, oralidade e simbolismo fazem ecoar vozes historicamente silenciadas. Inspirada no spoken word e na obra de Sabotage, Vinte e Três transforma a palavra em resistência e imagina novos futuros possíveis. Direção: Luz Ribeiro e Coletivo 23. Dramaturgia: Luz Ribeiro. Elenco. Agnaldo Moreno, Debora Barboza, Lucas Queiroz, Luuma Belfort, Mau Ribeiro, Mollis Serradura. (45 min). Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro. SatyriBlack. 12 anos.
01h30 — Salomé_4 — Em um monólogo, o ator com mudança de voz, postura e entonação interpreta o narrador, Salomé, Yocanã e Herodes para revisitar um dos mitos mais fascinantes da literatura. Inspirada na obra de Oscar Wilde, o tema Salomé é um dos mais fascinantes e ambivalentes da história da arte e da literatura. Ela transita entre a sedução, o poder, decadência e a tragédia. Texto: Oscar Wilde. Direção: Paulo Soares. Ator e caracterização: Westerley Dornellas. Execução. Maquiagem: Naraya Pontes. Producao: Montadashi. Assistente produção: Thiago Teodoro. Iluminação e operação de som: Rafael Araújo. Coreografia: Roberto Alencar. Figurino: Zeca Perdigão. Captação de imagem: Ale Fiorito. (10 min). Onde: Vange Leonel. Teatro. 16 anos.
13h00 — Antes que amanheça — No Rio de Janeiro, toda esquina conhece uma história de amor que começou bonita demais para durar. Um homem e uma mulher se encontram. O encanto chega antes da razão. Entre sambas, promessas e uma cidade que transforma exagero em afeto, nasce uma paixão intensa, daquelas que fazem acreditar que o mundo pode começar de novo. Mas Antes Que Amanheça aquilo que seduz também aprisiona. À medida que o amor se confunde com posse, silêncio e abandono, a relação revela as marcas de um ciclo conhecido por tantas mulheres: o da espera, da tentativa de salvar o que já não existe e da reconstrução de si depois da ruína. Inspirado nas atmosferas cariocas, nos arquétipos do malandro e da mulher que aprende a permanecer de pé quando todos vão embora, o espetáculo une dança e teatro para atravessar as fronteiras entre paixão, violência simbólica e luto. Embalado por “Canto de Ossanha”, o trabalho convida o público a caminhar por um amor que seduz, devora e, por fim, obriga a renascer. Direção e dramaturgia: Sérgio Segatti. Elenco: Sérgio Segatti e Joy Coraes. (25 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. DançaMix. Adulto. 14 anos.
13h00 — Será que eles voltam? — Somos o que somos, pelo que lembramos que somos. Entre o lembrar e o esquecer, há uma força política e social de dominar os meios de contar a história nacional. “Será que eles voltam?” é uma tentativa de não esquecer os nomes dos milhares de trabalhadores que foram presos e torturados na ditadura militar brasileira, além dos tantos outros dentro do território latino-americano. Direção e dramaturgia: Beatriz Blois. Elenco: Ruth Ciribelli Raphaela Branco. Lourenço Dantas Júlia Botelho. Lara Ferrari. Gabrielly Sant’Anna Marcos Huan. Patrick Magalhães. (70 min). Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. 14 anos.
14h00 — Entre Nós e Linhas — Um casal se encontra em um bloco de carnaval. Ficam. Continuam se encontrando. Se apaixonam e, algum tempo depois, se casam. Constroem uma vida juntos. Com o passar dos anos, aquilo que um dia pareceu encantador começa a se transformar. Pequenas manias, gestos cotidianos e hábitos que antes passavam despercebidos, ou que talvez tenham sido motivo de encanto, tornam-se cada vez mais difíceis de suportar. A relação começa a se desgastar não por um grande acontecimento, mas pelo acúmulo. Pela repetição. Pelo cotidiano. Por tudo aquilo que continua acontecendo todos os dias. Até que permanecer juntos se torna tão difícil quanto imaginar a vida separado. Direção e dramaturgia: Jorge Augusto Nunes de Sá. Elenco: Jorge Augusto Nunes de Sá e Natalie Kont. (40 min). Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro. 14 anos.
14h00 — Palimpsesto — Palimpsesto investiga as marcas, memórias e apagamentos que constituem a trajetória de cada intérprete-criador em sua relação com a dança. Inspirado na ideia do palimpsesto manuscritos o espetáculo mergulha nas memórias, afetos e cicatrizes de seus intérpretes-criadores para investigar aquilo que insiste em permanecer. Entre lembranças, esquecimentos e recomeços, a obra convida o público a refletir sobre as marcas que nos constituem e sobre as inúmeras histórias que carregamos, mesmo quando tentamos reescrevê-las. Direção e coreografia: Felipe Julio. Elenco: Raissa Nassar, Isabella Moreira, Nanda Scapin, Maxine Paschoal, Hugo Alves, Jaqueline Silva, Gabriel Vieira, Ana Clara Papini e Kethyllen Gomes. (25 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. DançaMix. Adulto. 18 Anos.
14h30 — Maria: O corpo que resiste — Quantas mulheres habitam o corpo de uma mulher? Entre músicas, depoimentos, jogos corporais, Maria: O Corpo que resiste atravessa diferentes tempos e histórias para revelar as marcas deixadas sobre o corpo feminino. Porque nenhuma mulher caminha sozinha. Em cada corpo existem as marcas, as vozes e a coragem das que vieram antes. Elas resistiram. Nós estamos aqui. E enquanto houver uma mulher de pé, haverá um corpo resistindo. (40 min). Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. Livre.
15h30 — Leia antes de aceitar — Um ator, em busca de trabalho e sobrevivência, cede — sem ler — os direitos de uso de sua imagem a uma empresa de inteligência artificial. À medida que sua imagem se multiplica e ganha novas funções, o ator se confronta com a perda de controle sobre si mesmo. O espetáculo investiga os limites entre corpo, imagem e tecnologia na contemporaneidade, articulando atuação, projeções mapeadas e vídeos em tempo real, operados pelos próprios atores em cena. Direção: Alexandre Dill. Dramaturgia: Gabriel Pontes. Elenco: Filippi Mazutti, Gabriel Pontes e Igor Pretto. (55 min). Onde: Sala Alberto Guzik. Teatro. 16 anos.
16h00 — Sexo Oral – Leitura Dramática — Primeira esquete de uma obra muito maior, “Sexo Oral” é uma comédia ácida sobre os encontros e desencontros da vida a dois. A trama acompanha um casal preso a um casamento desgastado e suas tentativas frustradas de renovar a relação. Certa noite, uma discussão aparentemente banal sai do controle, fazendo com que segredos do passado venham à tona e conduzam a história a um desfecho surpreendente. Direção: . Dramaturgia: Celso Cruz. Elenco: Eduardo Chagas e Gabi Flores. (min). Onde: Sala Vange Leonel. Teatro.
16h00 — Território de Memórias — Território de Memórias é um espetáculo construído a partir das memórias da atriz e dramaturga Joana Marinho, atravessadas pelas vivências de mulheres negras de sua ancestralidade. A obra investiga os impactos do racismo, do silenciamento e das violências cotidianas na saúde mental da mulher negra, transformando lembranças íntimas em reflexão cênica sobre pertencimento, identidade e resistência. Direção, dramaturgia e atuação: Joana Marinho. (30 min). Onde: Sala Hilda Hilst. PerforMix. Adulto. Satyriblack. Livre.
16h30 — Esses corpos na cidade — “Esses Corpos na Cidade” é um espetáculo que explora as experiências de pessoas em diferentes contextos dentro de um mesmo espaço urbano. A peça investiga como esses corpos se interagem e se relacionam em uma cidade complexa e desafiadora. Por meio de vivências, relatos, dança e diversas outras linguagens artísticas, o espetáculo amplia as possibilidades de expressão e reflexão sobre a vida na cidade. Direção e dramaturgia: Lunar. Elenco: Lunar, Dann, David Chaves, Mayara Souza, Angélica Vilas Bôas e Bel Cardoso. (60 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. Teatro. Livre.
17h30 — HAVAH, texto de Rudinei Borges — Entre ruínas, uma mulher permanece. O que resta chega como memória: um menino arrancado de seus braços, uma mãe que desaparece no caminho, um pai tragado pela ausência, cidades reduzidas ao silêncio. Em meio aos vestígios de uma guerra que parece não terminar, Havah atravessa desertos, rios e lembranças, procurando os nomes daqueles que partiram sem despedida. Seu corpo é arquivo da perda: sua voz, o lugar onde o desaparecido ainda pode existir. Entre a ruína e a palavra, a peça interroga aquilo que permanece quando a violência tenta apagar não apenas vidas, mas também a memória de que um dia existiram. Direção: Rita Ivanoff. Dramaturgia: Rudinei Borges. Elenco: Nayara Meneghelli. (30 min). Onde: Sala Vange Leonel. DramaMix. Livre.
17h30 — Vazios Programados — No palco, toda resposta é suspeita e toda definição, uma prisão. Restam perguntas. Perguntas contra a linguagem, contra os enquadramentos e contra um mundo que transformou pessoas em categorias e pensamento em algoritmo. Talvez perguntar seja o último ato de liberdade. Direção: Juliana Sousa. Dramaturgia: Alex Cruz. (45 min). Onde: SP Escola Superior de Teatro — Sala Alberto Guzik. Teatro. Livre.
18h00 — Chão d´água — A peça traz cenas do cotidiano de uma pequena cidade do Centro-Oeste do Brasil, com nuances de sua cultura, história, memória e identidade, colocando no cerne da ação um poeta que persegue a ideia de tempo/memória, metaforicamente potencializada na bússula. O texto é uma adaptação do roteiro audiovisual Asas poéticas em terras pantaneiras, das escritoras Elizabete Nacimento e Joci Maciel, investindo-se em uma linguagem cênica leve e divertida, com elementos da cultura regional. No contexto da peça, serão recuperadas imagens que habitam a memória de pessoas antigas (os mais velhos), como, por exemplo, algumas lavadeiras à margem de um Rio, um aguateiro que fornece água às residências, um lampareiro que tinha como função acender as luzes ao anoitecer, assim como as festas de santo, com as suas devoções e danças, como o Siriri e o São Gonçalo. Direção e dramaturgia: Agnaldo Rodrigues da Silva. Elenco: Agnaldo Rodrigues da Silva, Dionila Gomes Tavares, Edson Flávio Santos, Ludmyla Ferreira Miranda, Juliana Ribeiro Teixeira, Eduardo Luz Mendonça. (40 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. Teatro. Livre.
18h00 — O Eu que Flui de Mim — Entre escuridão e cor, medo e coragem, memória e presença. O Eu que flui de mim acompanha uma mulher em sua movimentação… as duas instauram um jogo que atravessa memórias, medos, culpas e desejos esquecidos. O que começa com uma brincadeira de pega-pega transforma-se em uma travessia pelos labirintos da própria identidade. A infância reaparece como território de descoberta, enquanto os objetos que surgem de uma caixa de areia — bonecas, fitas, mapas e pedras — conduzem a mulher por lembranças que ela havia deixado para trás. Ao revisitar sua relação com a filha, a culpa por uma ausência e a sensação de ter perdido o próprio caminho, ela começa a perceber que a saída talvez não esteja fora daquele lugar, mas dentro de si. Entre escuridão e cor, medo e coragem, memória e presença. O Eu que flui de mim aborda movimentação e travessia poética sobre identidade, memória, maternidade, culpa, saúde mental e a urgência de voltar a se perceber. Direção: Edhuardo Osório. Dramaturgia: Mário Goes. Elenco: Saffira Neri e Agnes Bordin. (50 min). Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro.
19h00 — BECKETT TARDIO – Rockaby | Ohio | Catástrofe. — Três peças curtas onde Beckett radicaliza o minimalismo e usa forte experimentação de elementos tecnológicos como gravadores, luzes e vozes em off: Rockaby > Ohio > Catástrofe. Direção: Gabriel Alvim. Dramaturgia: Samuel Beckett. Elenco: Julia Bobrow, Henrique Bravi, Larissa Andrade e Lucas Costa. (50 min). Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. 14 anos.
19h30 — Marreta da Luz à Consolação — No metrô de São Paulo, um marreteiro entra em cena com sua mochila e anuncia: “Desculpa incomodar a viagem”. Entre a Luz e a Consolação, ele conta Hamlet com bonecos, objetos e improvisação, transformando o vagão em palco. Misturando teatro popular, música e audiovisual, o espetáculo questiona quem tem direito de narrar os clássicos. O público vira cúmplice dessa tragédia urbana sobre sobrevivência, imaginação e informalidade. Direção, dramaturgia e elenco: Murilo Cesca. (50 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. Teatro. Livre.
20h00 — OUTRO SETE A UM — Tarde de 8 de julho de 2014. O Brasil está mobilizado, com ansiedade e esperança, para acompanhar a semifinal da Copa do Mundo: uma vitória sobre a Alemanha pode colocar o país novamente numa final. Esse é o pano de fundo do reencontro de Bruno com Felipe, que está de volta após alguns anos vivendo na Europa. Diante da tevê, enquanto a partida em Belo Horizonte caminha para seu desfecho catastrófico para os brasileiros, eles jogam outro jogo, de sonhos díspares que buscam algum sinal de convergência, desejos interrompidos e expectativas sufocadas. Direção: Bruno Perillo. Dramaturgia: Flavio Goldman. Elenco: Daniel Tavares e Felipe Ramos. (55 min). Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro. DramaMix. Adulto.
20h30 — Baile Da Despedida — BAILE DA DESPEDIDA encerra a trilogia amor y morte do laboratório dança-teatro. Em cena, artistas atravessam um baile onde celebrar e despedir-se tornam-se um único gesto. Entre cortejos, memórias, rituais e encontros, a criação habita o instante em que a festa se transforma em passagem. Intuição e rito convergem: o carnaval veste o luto e o funeral aprende a dançar. Cada corpo percorre o delicado território onde é preciso saber perder para continuar vivendo. uma pesquisa sobre amor, morte, memória e os rituais que criamos diante da finitude. Tecida por muitos corpos, afetos, corações, vísceras e travessias, a montagem cruza dança, teatro e artes visuais, tendo a dança-teatro como território de investigação. Em BAILE DA DESPEDIDA, a pergunta não está apenas em como nos despedimos, mas no que fazemos com aquilo que permanece depois que algo termina. O amor é o que nos coloca em movimento, a despedida é o que transforma esse movimento em memória. Enquanto os corpos celebram, resistem e aprendem a deixar partir, reafirmamos nossa urgência: se a morte é uma passagem inegociável, dancemos à beira do abismo! Só que agora, pela última vez. Direção e coreografia: Luiza Magalhães. Elenco: Ana Fabrini, Bibi Macezato, Felipe Leite, Gaia Albuquerque, Gian Vitor, Julia Pivari, Letícia Machado, Luana Lavareda, Luana Lucena, Maria Clara Alvim, Morgana Siqueira, Ricardo Coutinho, Valentina Bortolini, Valentina Jarjura e Aline Cortez. (60 min). Onde: Sala Alberto Guzik. Teatro. DançaMix. Livre.
21h00 — Música Para Cortar os Pulsos — Três histórias sentimentais se entrelaçam ao som e com a intensidade das músicas para morrer de amor. Isabela sofre porque foi abandonada. Felipe quer muito se apaixonar e Ricardo, seu melhor amigo, está apaixonado por ele. (75 min). Direção: Thomaz Alvez e Larissa Camargo. Elenco: Arthur Krauker, Felipe Pisanelli e Laís Fantini. Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. 12 anos.
21h30 — SEM PALAVRAS, texto de Clovys Torres — Desafiando a lógica do mundo contemporâneo, dois personagens se encontram em um universo poético e a exemplo do teatro do absurdo falam sobre o sentido da vida. Humor e lirismo para buscar o que ha de mais humano entre eles. (30 min). Direção: Cristina Cavalcanti. Dramaturgia: Clovys Torres. Elenco: Leandro Baumgratz e Clovys Torres. Onde: Sala Antônio Pompêo. DramaMix. Adulto. 14 anos.
21h30 — Uma declaração de amor a George – Parte 2 — Partindo da internação do cantor George Michael em Viena, em 2011, Alexandre Marchesini retorna à cidade em busca de rastros, imagens e possíveis narrativas. A performance constrói uma fabulação sobre os caminhos que George Michael percorreu — ou sonhou percorrer articulando vídeo, corpo, arquivo e sonoridades entre documento e ficção. Entre memória, desejo e ausência, a performance se configura como uma declaração de amor. Direção, dramaturgia e elenco: Alexandre Marchesini. (45 min). Onde: Sala Hilda Hilst. PerforMix. Adulto. 16 anos.
23h00 — Aguaçeiro — Num chão de fábrica em desordem, três mulheres trabalham enquanto uma tempestade se aproxima. Entre ruídos, lembranças e sinais difíceis de interpretar, o medo cresce junto com a chuva, e elas tentam descobrir como escapar daquilo que todas sabem que está por vir. Direção: Coletiva. Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro. DramaMix. Livre.
23h00 — Amor3s V3rm3lhos — Amores Vermelhos sob o Sol de Morango é um rito sobre amar quando tudo tenta impedir. Entre encontros atravessados por desejo, aplicativos, solidão e urgência, corpos se buscam, às vezes com ternura, às vezes com fome, às vezes sem saber exatamente o que estão procurando. Um espetáculo visceral, poético e cru, em tempos sombrios em que tentam queimar as bruxas e as bixas, que, só por hoje, tentarão não morrer. Direção e dramaturgia: Bora Jorge. Elenco: Bora Jorge, Tamara Figueiredo, Gabriel Guerra, Vinícius Vieira, Guilherme Olivheiran, Emma Vasuki. (65 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. Teatro. 16 anos.
23h00 — Santa Joana dos Matadouros — O que é preciso para ser alguém? Em Santa Joana dos Matadouros, montagem do grupo teatral Forja Coletiva e fruto do Núcleo de Montagem Teatral do Estúdio de Treinamento Artístico, essa pergunta atravessa corpos marcados pela exaustão do trabalho, onde carne, sangue e suor revelam um mundo em que vidas valem menos que o lucro. Inspirado na obra de Bertolt Brecht, o espetáculo desloca o universo dos matadouros para as relações de trabalho contemporâneas, criando um espaço de reflexão crítica sobre a exploração, a desigualdade e a transformação de pessoas em mercadoria. Direção: Alan Paes. Elenco: Alex Lisboa, Ana Laura Alvarez, Carol Abades, Carol Gasoni, Cauan Henrique, Eliane Carla, Gisele Panegassi, Guilherme Gomes, Henrique Curty, Henrick Nicácio, Jessé Torres, João Paulo Nascimento, Júlia D’Azevedo, Letícia Vieira, Millena Serikawa, Ronayann, Thales Breno, Vini Odara, William Dias. (90 min). Onde: Sala Alberto Guzik. Teatro. Livre.
23h59 — Hotel Liberdade — Onde a liberdade parece um beco sem saída. Direção Gabriel Alvim. Dramaturgia: Marcio Tito. Elenco: Nego Catra, Alex de Félix e Dugg Mont. (30 min). Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro. DramaMix.
SEGUNDA-FEIRA, 12 DE OUTUBRO
00h30 — a história dos vizinhos e dos banheiros e dos cigarros e dos fios dentais e dos lixos e do gato que morreu — Dois vizinhos se encontram todas as noites pelas janelas de seus banheiros. Um cigarro é aceso. Uma luz pisca. Eles se vigiam e se perseguem em uma relação entre o vício, o sonho e o horror. Direção e dramaturgia: Gustavo Nolla. Dramaturgia: Iça Simeão. Elenco: Bibi Macezato e Lígia Martarelli. (50 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. Teatro. 16 anos.
01h30 — Gold — Originalmente escrita e dirigida em 2023, transpõe Antígona ao universo viciado e boêmio paulistano, revisando arquétipos e colocando em disputa os dentes de ouro de um cadáver esquecido pela prefeitura embaixo do Viaduto Costa e Silva. Direção, concepção e dramaturgia: Marcio Tito. Elenco: Amy Campos, Janjardi, Lucas Costa, Mateus Barbuio, Sofia Virgílio, Vini Ranelli. (45 min). Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro. Livre.
01h30 — Quem roubou minha gota? — Em um mundo futurista em ruínas, três amigos famintos transformam a busca pela sobrevivência num verdadeiro pastelão. Entre trombadas e quedas acrobáticas, disputam por uma semente misteriosa, mas se unem para plantá-la mesmo com poucos recursos. São perseguidos pelo temível Fiscal do Racionamento, que tenta confiscar seus recursos a todo custo. O conflito cede espaço à cooperação, trazendo um apelo emocionante sobre o futuro da humanidade. Direção e dramaturgia: Evandro Pires. Elenco: Amanda Dias Duarte, Bruno Meng, Paris de Araújo e Yuri Komatsu. (30 min). Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. Livre.
13h00 — O Morro das Oliveiras — Em uma comunidade marcada pela violência e pela desigualdade, Cristiane, uma jovem mulher negra, desafia o destino que tentam impor a ela. Entre conflitos, perdas e sonhos, sua jornada de resistência revela a força de quem luta por dignidade, liberdade e futuro. O Morro das Oliveiras é um drama intenso e atual sobre identidade, esperança e transformação social. Direção e dramaturgia: Roni Miguel Jr. Elenco: Bianca Benevides, Diego Rizo, Fellipo Rocha, Glória Simões, Lucas Coelho, Rafael Mattos, Rafaela Imparato, Roni Miguel Jr, Rony Simão, Shirlei Souza, Venice Santana. (90 min). Onde: Hilda Hilst. Teatro. SatyriBlack. 16 anos.
13h00 — Quando os olhos não veem — Em um quarto de hospital, um homem se vê frente a frente com sua própria existência. Através de suas memórias embarca em uma jornada poética pelas encruzilhadas da vida e da morte. Diante da finitude, questiona se suas escolhas fizeram sentido ou se ainda haveria tempo para refazer os caminhos. Uma reflexão sensível e que se desenha na cena através da dança-teatro e da palhaçaria. Direção, dramaturgia e elenco: Marcos De Vuono. (50 min). Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro. 16 anos.
14h00 — Geometrias (In)congruentes — Geometrias (In)congruentes é um tabuleiro para se jogar teatro. É uma ação cênica improvisada a partir de um jogo de dados. O tabuleiro é dividido em quatro áreas, pode-se improvisar com vídeo, som, corpo, palavra, cenotecnia, luz e circo. Os dados determinam o número de pessoas que irão jogar e improvisar em cada área, e o perfil da criação – características da qualidade de ação, imagem ou som gerada. Qualquer pessoa presente no espaço pode jogar. Direção e concepção: Luiz Manuel. Elenco: Débora Silvério, Emma Jovanović, Jhullie Campos, João Alves, Luiz Manuel, Matheus Maciel, Letícia Machado. (60 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. PerforMix. Adulto. SatyriBilidade. Livre.
14h00 — Peixe vive pela boca — Um Pescador que há anos não consegue mais pescar se vê preso às margens de um rio silencioso, carregando memórias, medos e um antigo rompimento com o mar. Um dia, ao lançar sua vara, ele fisga algo inesperado: uma pequena casa habitada por Misca. Inicia-se uma travessia repleta de personagens fantásticos, o Pescador é levado a enfrentar o e esquecimento, a perda e o receio de retornar ao mar. Direção: Giuliana Pellegrini. Dramaturgia: Luis Falcão. Elenco: Maria Fernanda Wagapoff, Gabriel Natividade e Luis Falcão. (50 min). Onde: Sala Alberto Guzik. Teatro Infantil. Livre.
14h00 — Piranha — Felipe tenta violentar uma mulher desconhecida numa rua deserta. Ele só não contava que ela é uma piranha. Direção e dramaturgia: Maré Mariotti. Elenco: Maré Mariotti e Warner Borges. (15 min). Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. 16 anos.
15h00 — FÔLEGO — Em meio ao concreto, buzinas e passos apressados, FÔLEGO mergulha na cidade que respira ofegante: São Paulo. Entre corpos em colapso e tentativas de permanência, a experiência investiga os atravessamentos emocionais e psíquicos provocados pelo caos metropolitano diário. A peça transforma em cena a dificuldade de respirar, o esgotamento e a busca por afeto e presença em meio à cidade que nunca dorme. Direção e dramaturgia: Noah Monteiro e Jotappe Silva. Elenco: Gustavo sant’Anna, Jotappe Silva, Kov, Matheus Faria, Théo Arthen. (45 min). Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. 16 anos.
15h00 — O Mandachuva — Para conseguir água potável em 2127, os moradores de uma pequena vila precisam recorrer a desidratação de matéria orgânica através de uma máquina chamada Luzia, operada exclusivamente pelo líder Minalbo. A caça e coleta é a intensificada às vésperas do casamento de Jubio e Miara, até que um descaso coloca a hierarquia de Minalbo em risco e se inicia uma disputa pelo controle de Luzia. Direção: Gabriela Garcia, Isabela Gsil, Mavi Rossi. Dramaturgia: Bruno Fidalgo, Flávia Thaína, Tatá Nagamachi. Elenco: Estevan Garcia, Gusttavo Baricocchi, Lúcia Diniz, Mariana Grazina, Rayane Trindade, Renan Rochac, Rosiane Noventa. (25 min). Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro. Livre.
16h00 — Quarta-feira de Cinzas ou Ensaio Sobre Cactos — Doze anos separam o autor e ator do evento disparador deste solo teatral que pode ser sobre tantas coisas, mas é principalmente sobre o tempo. Uma peça sobre ele, sobre você, sobre nós e sobre como tudo pode se tornar nada ou até mesmo nada então se tornar tudo. Direção: Davi Novaes. Dramaturgia e elenco: Vitor Lins. (50 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. Teatro. 12 anos.
16h00 — Moleque — MOLEQUE é um monólogo teatral narrado por um menino morto pela violência policial. No dia em que comemorava seu aniversário, um menino tem a vida interrompida e, ao reconhecer a própria morte, passa a narrar a história de luta de sua mãe a partir de um território entre a ausência e a memória. Conduzido por Exu, princípio da palavra, da travessia e do tempo não linear, ele reconstrói a caminhada dessa mulher na busca incansável pelo corpo do filho, no enfrentamento ao silêncio do Estado e na peregrinação por respostas que nunca chegam. Inspirada na trajetória das Mães de Acari e de tantas outras mães negras no Brasil, a obra se constrói como um ritual de memória, denúncia e permanência, revelando como o luto pode se transformar em força política e coletiva. Concepção artística, Dramaturgia e Direção Lucas Rocha. (60 min). Onde: SP Escola Superior de Teatro – Sala Hilda Hilst. Teatro. SatyriBlack. Livre.
16h00 — Sintoma — Sintoma é um solo autoficcional que conta a história de uma mulher que anuncia uma luta contra uma oponente já morta: um parasita que se alojou nos tecidos do seu corpo. A peça tenciona a relação entre o “eu” e o “outro”. O encontro fatal entre as duas guia a peça à temas como a solidão, conflitos psicológicos e inadequações existenciais. Direção: Bruno Vieira. Dramaturgia e elenco: Alinne Cordeiro. (50 min). Onde: Alberto Guzik. Teatro. Livre.
17h00 — Nas Profundezas do Ser — Uma viagem às profundezas do ser em que transita-se entre as histórias do Medo contadas por Dona Elise e as inseguranças e ansiedades de Tarsila sobre o processo de seu TCC. Ao longo dessa jornada, entendemos sobre o Medo positiva e negativamente, como o TCC se desenvolveu ao longo do semestre e como impacta em Tarsila. Direção: Sérgio Lessa. Tatá Nagamachi. Elenco: Tatá Nagamachi. (20 min). Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. SatyriBilidade. Livre.
17h30 — Me Vejo em Você, Não Sou Você – Abertura de Processo — “Me Vejo em Você, Não Sou Você” é sobre o encontro de dois estranhos que resolvem dançar suas contradições, transpirar seus medos e rasgar o peito até encontrar coragem. Enquanto o tempo dispara momentos de fusão e de distância nessa relação, eles se veem colando seus corações para que suas solidões estejam protegidas. E tudo bem se não for pra sempre. Direção e dramaturgia: Felippe Marcelino e Julia Sétlim. Elenco: Fellipe Marcelino e Julia Sétlim. (30 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. DançaMix. 12 anos.
17h30 — GODOOOOOOOOOOOOOT — Nós da Racional Superior Pactos S.A. (mais especificamente do departamento de storytelling, well-being e self-awareness) temos o imenso prazer de abrir as portas da nossa casa e receber vocês! Nosso objetivo é criar momentos agradáveis e mostrar que tudo tem um propósito nessa vida, basta que entendamos o nosso papel nessa grande história. E lembre-se: nunca descuide das pequenas coisas! Direção e dramaturgia: Caio Caldas. Elenco: Caio Caldas, Solupe Franco, Vuka Pereira, Victória Barbero. (90 min). Onde: Alberto Guzik. Teatro. 16 anos.
17h30 — NOT I — Nessa montagem inspirada no texto original de Samuel Beckett, duas atrizes desenvolvem uma linguagem cênica marcada pela vocalidade e pela musicalidade, imprimindo textura e profundidade e ampliando a dimensão sensorial do texto. A encenação evidencia temas como identidade, trauma, memória, linguagem e a incapacidade de expressar plenamente a experiência humana, elementos centrais da dramaturgia de Samuel Beckett e do teatro do absurdo. Direção: Renatto Moraes. Dramaturgia: original de Samuel Beckett. Elenco: Julia Tetzlaff e Thais Grootveld. (20 min). Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro. 14 anos.
18h30 — A Grande Digestão dos Mortos — A morte do melhor amigo. Texto e Elenco: Rubens Rewald. Onde: Vange Leonel. Teatro. DramaMix.
18h30 — CIDADE DOURADA — Após a morte do pai, homem vai até uma pequena cidade, próxima à floresta amazônica, procurar por sua mãe. Ela foi embora quando o filho ainda era criança, para trabalhar no bar de um garimpo e nunca mais retornou. Direção e Roteiro: Dênio Maués. Elenco: Lianna Mateus e Marcelo Marothy. (30 min). — Onde: Sala Antônio Pompêo. Teatro. DramaMix.
20h00 — Gatilho — Gatilho é um experimento cênico em teatro Musicado, que acompanha a história de Billy, Miguel e Esther indo a uma pequena cidade no velho oeste chamada Garganta Seca em busca de um tesouro antigo. Direção: Victor Gustavo. Dramaturgia: Lopes Xavier. Elenco: Ane Berry, Anne Liriel, Jaque Jesus, Lê Fransozo, Lopes Xavier, Lucas Sanches, Ravi Abelha, Rodrigo Emanuel, Thawanny Bianca, Thiago Braga e Tiago do Ó. (90 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. Teatro. 14 anos.
20h00 — O Chão — Baseado no romance de Natalia Timerman, a peça se passa em um congresso onde uma escritora reflete sobre os limites entre memória, autobiografia, ficção e verdade. O encontro inesperado com um primo a confronta com uma sucessão de traumas que atravessam sua história familiar. Diante dessas lembranças, ela se pergunta até que ponto é possível transformar a dor daqueles que amamos em literatura. Entre culpa e criação artística, percebe que toda memória contém ficção e toda verdade é atravessada por afetos. O Chão investiga a escrita como tentativa de sobreviver aos fantasmas do passado e reinventar, através da arte, aquilo que nos constitui. Direção: Rodolfo García Vázquez. Dramaturgia; Ivam Cabral e Rodolfo García Vázquez. Elenco: Mel Lisboa e Rafa Maia. (40 min). Onde: Sala Alberto Guzik. Teatro. DramaMix. Livre.
20h00 — Peixes não gritam — Velho confronta a própria juventude e memória enquanto aguarda o desabamento total do casarão em que vive. Espera ansioso o momento em que poderá se fundir ao pó dos escombros e atingir a mesma natureza do poeta que moldou sua vida e seu desejo. Direção e dramaturgia: Vera de Sá. Elenco: Luiz Damasceno e Cella Azevedo. Onde: Sala Vange Leonel. Teatro. DramaMix. Adulto.
20h30 — Ouro Líquido — O futuro sempre parece distante, até que começa a se parecer com o presente. Em um tempo atravessada pela escassez de água, a sociedade acaba por obedecer às regras de um novo mercado. Entre a ficção e a projeção, Ouro Líquido provoca o espectador a imaginar um amanhã construído pelas decisões de hoje, onde a sede deixa de ser apenas uma necessidade física e se transforma a moeda da vida. Direção e dramaturgia: Lucca Strabelli. Elenco: Julia Sétlim, Rodrigo Axé, Caetano Furquim, Raul Madeira, Luan Antonio de Barros, Hugo. (45 min). Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro. 14 anos.
21h00 — BOI – Um corpo entre duas geografias — Depois de deixar o Maranhão para tentar construir uma vida em São Paulo, um homem passa a revisitar as figuras que moldaram sua infância, seus afetos e sua maneira de existir no mundo. Entre lembranças, festas populares, mitologias maranhenses e acontecimentos cotidianos da metrópole, ele tenta compreender o que permaneceu vivo dentro de si e o que precisou morrer para sobreviver. Em BOI, Davi Lopes conta sua própria trajetória. De um lado, o universo encantado maranhense, povoado pelo boi e por personagens que atravessam a memória, a imaginação, a fé e a cultura popular, sob um sol quente que parece esgarçar o tempo. Do outro, uma São Paulo fria, cinza e veloz, que acolhe ao mesmo tempo que o traga e o devora. Entre essas duas geografias, velocidades e temperaturas, Davi procura reconhecer o que permaneceu de sua origem no corpo que precisou construir para sobreviver. Direção: Marcelo Várzea. Dramaturgia e elenco: Davi Lopes. (30 min). Onde: Sala Vange Leonel. DramaMix. Adulto. 14 anos.
21h30 — Alma Debruçada na Janela — “ALMA DEBRUÇADA NA JANELA” é um conjunto de histórias reais e emocionantes que o mesmo recebeu de pessoas de vários estados do Brasil através do Instagram num quadro que criou chamado “Me conta tua história”. São dores, amores, medos, perdas e conquistas vividas a partir da pluralidade das orientações sexuais, da história pessoal do narrador que fala aberta e corajosamente a respeito de preconceito e representatividade. Direção, dramaturgia e elenco: Carmo Dalla Vecchia. (40 min). Onde: Sala Alberto Guzik. Teatro. DramaMix. Livre.
22h30 — Concílio do Amor — Inspirado na obra de Oskar Panizza, Concílio do Amor revisita a decadência da corte do Papa Alexandre VI, onde corrupção, luxúria e poder desafiam os próprios fundamentos da fé. Diante da degradação humana, Deus convoca um concílio celestial para decidir o destino da Terra, mas Lúcifer transforma o julgamento em uma inquietante reflexão sobre desejo, hipocrisia e moralidade. Direção: Sérgio Imparato. Dramaturgia: Esther Antunes. (100 min). Onde: Sala Hilda Hilst. Teatro. 16 anos.
22h30 — Luz nas Trevas — Luz nas Trevas é uma sátira mordaz sobre poder, hipocrisia e ambição. Em meio ao submundo de uma rua iluminada pela falsa moral da burguesia, um ex- cliente do bordel transforma vingança em negócio e descobre que, no capitalismo, até os inimigos podem se tornar sócios. Com humor ácido e atmosfera de cabaré, a peça revela os bastidores de uma sociedade onde a exploração sempre fala mais alto. Direção: Giuliana Macedo. Dramaturgia: Bertold Brecht. Elenco: Cris Padilha, Eros Rocha, Giuliana Macedo, Jhonathan Mago, Suelen Oliani. (60 min). Onde: Sala Antônio Pompêo. Teatro. 16 anos.
